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CAO Educação lança materiais para apoiar ações na educação infantil

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio do Centro de Apoio Operacional de Educação (CAO Educação), lançou novos materiais institucionais voltados ao fortalecimento da atuação ministerial na defesa do direito à educação infantil. Entre os conteúdos divulgados estão o “Roteiro de Atuação – Atuação Coordenada para Garantia da Educação Infantil” e o “Kit de Atuação – Educação Infantil”, elaborados para subsidiar promotores e servidores na promoção de políticas públicas voltadas à primeira infância.O roteiro reúne orientações técnicas para atuação coordenada das Promotorias de Justiça, apresentando diagnóstico atualizado sobre a realidade da educação infantil no Estado, fundamentos legais e constitucionais, critérios de organização das filas de espera e estratégias de atuação extrajudicial. A proposta é ampliar a efetividade institucional na garantia do acesso à creche e à pré-escola, com foco em planejamento, transparência e soluções estruturais.De acordo com o material, a educação infantil representa etapa essencial do desenvolvimento das crianças e ainda enfrenta desafios importantes em Mato Grosso, como demanda reprimida por vagas, fragilidades na gestão da demanda e necessidade de ampliação da infraestrutura educacional. O documento destaca a importância da atuação integrada entre Ministério Público, gestores públicos e órgãos de controle para superar entraves históricos e promover avanços sustentáveis na política educacional.Já o Kit de Atuação reúne modelos de peças extrajudiciais e judiciais, minutas, checklists e referências normativas que auxiliam os órgãos de execução na condução de procedimentos relacionados à oferta de vagas em creches e pré-escolas. O objetivo é oferecer instrumentos práticos que contribuam para uma atuação resolutiva, alinhada às diretrizes nacionais e às recomendações institucionais do Ministério Público.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MP recomenda suspensão de novos pacientes em clínica de reabilitação

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A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Chapada dos Guimarães (a 65 quilômetros de Cuiabá) recomendou a suspensão imediata da admissão de novos pacientes no Centro de Tratamento Vida Serena Premier após identificar indícios de irregularidades no funcionamento da unidade. A medida foi adotada no âmbito de um inquérito civil instaurado para apurar supostas irregularidades na clínica, que atende pessoas com transtornos mentais e dependência química. As investigações começaram após denúncia encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso. A apuração integra ações do projeto Escuta Pró-Ativa, coordenado pela ouvidora-geral do MPMT, procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, que realiza visitas técnicas para verificar as condições de atendimento em unidades de acolhimento e tratamento. Neste ano, o projeto já promoveu fiscalizações em penitenciárias de Cuiabá e Várzea Grande, além de comunidades terapêuticas e clínicas localizadas em Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Durante as inspeções, relatórios técnicos apontaram possíveis inconsistências entre o licenciamento da unidade e as atividades efetivamente desenvolvidas no local. Em inspeção realizada na instituição, foram identificados cerca de 43 pacientes acolhidos. Também foram constatadas possíveis inadequações estruturais e indícios da realização de procedimentos típicos de unidades médico-hospitalares. De acordo com a promotoria, a fiscalização realizada pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) constatou que a unidade realiza internações voluntárias, involuntárias e compulsórias. O relatório também apontou incompatibilidades entre os serviços prestados e o licenciamento sanitário então vigente, além de outras inconformidades administrativas e técnicas. O Ministério Público também constatou, durante a inspeção, a ausência de licença sanitária válida para o funcionamento da clínica. Conforme o procedimento, o alvará anteriormente apresentado perdeu a vigência e, até o momento, não houve comprovação da obtenção de uma nova autorização. Para o promotor de Justiça Leandro Volochko, a medida tem caráter preventivo e busca garantir a proteção dos pacientes. “Nosso objetivo é resguardar a saúde e a segurança das pessoas acolhidas enquanto os órgãos competentes analisam a regularidade do funcionamento da unidade e das atividades desenvolvidas no local”, destacou. Além da recomendação para suspender novas internações, a Promotoria requisitou informações sobre os pacientes atualmente acolhidos e determinou o envio de ofícios à Vigilância Sanitária e ao CRM-MT para a realização de novas fiscalizações.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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