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Capacitação em inteligência digital fortalece atuação do MPMT

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF) – Escola Institucional, em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) Unidade Desconcentrada de Sinop e a Diretoria da Agência Central de Inteligência (DACI) da Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT), realizará entre os dias 08 e 12 de setembro de 2025, o Curso de Inteligência em Fontes Abertas e Investigação em Ambiente Virtual, na sede das Promotorias de Justiça da Comarca de Sinop.Com carga horária de 40 horas-aula e modalidade presencial, o curso tem como público-alvo membros, servidores e agentes policiais do Gaeco, além de agentes públicos que atuam em setores de inteligência e investigação indicados pelas instituições. Estão disponíveis 50 vagas, e os participantes que obtiverem ao menos 75% de presença receberão certificado de extensão.O curso tem como objetivo qualificar tecnicamente os profissionais para o uso estratégico de informações públicas disponíveis na internet (OSINT), com foco na coleta, validação e análise de dados em ambiente virtual. A metodologia adotada será teórico-prática, com atividades desenvolvidas em ambiente simulado e uso contínuo de ferramentas digitais. Cada participante deverá utilizar notebook ou equipamento similar durante todas as aulas.O curso será ministrado pelo Diretor da DACI, Wallace Silva Bismark, e contará com a coordenação da promotora de Justiça Roberta Cheregati Sanches, do Gaeco Sinop. Entre os temas abordados estão: fundamentos de OSINT, cibernética, geolocalização, análise de imagens, mídias sociais, automação de coletas, segurança operacional (OPSEC) e elaboração de relatórios de inteligência.A iniciativa tem como objetivo fortalecer a atuação investigativa do MPMT, promover a integração entre órgãos de inteligência e segurança pública, e padronizar procedimentos para o uso ético e legal de dados públicos em investigações complexas, como corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e crimes cibernéticos.Acesse o canal do MPMT no WhatsApp!

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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