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De iniciantes a ultramaratonistas: corrida do MPMT inspira integrantes

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A ultramaratonista Inara Andrade de Albuquerque é uma corredora experiente. Servidora da Coordenadoria de Delegações (Cadel) e praticante da modalidade desde 2012, já correu em rua, praia, trilha e montanha. Agora, seu próximo destino será a pista do Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá, durante a 1ª Corrida Diálogos com a Sociedade, marcada para o dia 16 de novembro. A analista jurídico, inscrita na modalidade de 5 km, já garantiu participação na prova. Segundo dados da organização, até o fim da manhã desta sexta-feira (3), 57% das vagas estavam preenchidas.“Espero encontrar os amigos corredores de dentro e de fora do Ministério Público e, ao mesmo tempo, incentivar os que ainda não correm para aderirem a uma atividade física”, revelou. As inscrições são limitadas e feitas exclusivamente online (aqui). O valor é de R$ 50, mais 1 kg de arroz ou feijão e R$ 10 de taxa de administração do site. A corrida é promovida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, em parceria com a Associação Mato-Grossense do Ministério Público (AMMP).A promotora de Justiça Marcelle Rodrigues da Costa e Faria também está confirmada na disputa. Ela, que “corre pra valer” há três anos, participará da prova na modalidade de 10 km. “A expectativa é que o evento aproxime ainda mais o Ministério Público da sociedade da melhor forma, incentivando o esporte, o desafio, a disciplina e a saúde física e emocional. O esporte cura”, afirmou.Com 10 anos de experiência na corrida, a promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos está entre os inscritos na modalidade de 5 km. “Estou muito entusiasmada para participar da 1ª Corrida Diálogos com a Sociedade. Será uma oportunidade especial para confraternizar com os amigos de trabalho e de corrida, além de divulgar aos participantes e à sociedade em geral os projetos, campanhas e o magnífico trabalho realizado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso”, assegurou.Já a promotora de Justiça Élide Manzini de Campos, que pratica a corrida há seis anos, fará a prova de 10 km. “Será um momento incrível de interação com a equipe e os colegas de trabalho, além de uma oportunidade de sensibilizar sobre a importância da saúde física e mental que o esporte proporciona. A corrida e a prática de atividades físicas representam uma verdadeira mudança e transformação positiva na vida de quem abraça esse estilo de vida”, defendeu.E se a expectativa é inspirar, já está dando certo, a começar pelo público interno da instituição. O gerente de Serviços Gerais Felipe Gustavo Capovilla, do Departamento de Apoio Administrativo (DAA), começou a correr nesta semana, motivado pela 1ª Corrida Diálogos com a Sociedade. Praticante de outras modalidades esportivas, ele buscou dicas com a irmã corredora, comprou tênis e roupas novas, baixou o aplicativo Strava e está pronto para sua primeira corrida de rua, logo de 10 km. “Estou animado e espero concluir os 10 km correndo”, contou.Essa também será a primeira corrida da oficial de gabinete Amanda Silva, do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). “Será a minha primeira corrida, nunca participei de nenhuma prova. Na verdade, eu não corro, eu caminho. Tenho um ritmo até que ok, mas essa será minha estreia em uma corrida. Me inscrevi na modalidade de 5 km e pensei: ‘Vou me desafiar’. Em vez de escolher os 3 km de caminhada, que é o que já estou acostumada, resolvi tentar os 5 km de corrida. Estou bem empolgada, porque é a primeira vez que participo de uma prova e pretendo terminar em um ritmo e um tempo bom”, declarou.A subprocuradora-geral de Justiça Administrativa do MPMT, Januária Dorilêo, que coordena o projeto Diálogos com a Sociedade, demonstrou entusiasmo com o engajamento gerado pela corrida, tanto dentro quanto fora da instituição. Mais da metade das vagas já foi preenchida, o que reforça o interesse do público na iniciativa. “Estamos muito animados com essa oportunidade de ampliar o diálogo com a sociedade, aproximar o Ministério Público do cidadão e apresentar nossa instituição e nosso trabalho. A corrida será uma excelente ocasião para promover, além da cidadania, o esporte, o lazer e a saúde”, garantiu.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Projeto FloreSer retoma atividades na Escola Raimundo Pinheiro

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O projeto FloreSer, desenvolvido pelo Núcleo das Promotorias de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar – Espaço Caliandra, iniciou uma nova etapa de rodas de conversa com estudantes da rede pública estadual. A Escola Estadual Raimundo Pinheiro, localizada no bairro Shangri-lá, em Cuiabá, foi incluída na programação e deverá receber atividades com 14 turmas dos 1º e 2º anos do Ensino Médio.A iniciativa, que conta com a parceria da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), promove diálogos com adolescentes sobre violência contra a mulher, prevenção e relacionamentos abusivos, especialmente entre jovens que estão iniciando suas primeiras relações afetivas.Nesta sexta-feira (24), 39 estudantes participaram de uma roda de conversa com a equipe técnica do Espaço Caliandra. A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra também esteve presente e alertou os adolescentes sobre a importância de reconhecer, desde o início de um relacionamento, os sinais de violência psicológica e moral.“É importante que, desde o início do relacionamento, saibam identificar os sinais de violência psicológica e moral, que são formas de violência tão ou mais graves do que a física e que, em muitos casos, podem levar ao feminicídio”, alertou.Machismo e influência das redes sociais – Durante o encontro, a promotora de Justiça destacou que a equipe do FloreSer tem identificado, nas atividades realizadas nas escolas, a presença de comportamentos machistas entre adolescentes, além da influência de discursos misóginos disseminados nas redes sociais.“Temos percebido que a atual geração é mais machista do que a anterior. Há estudos que mostram isso, e temos verificado a disseminação de discursos machistas e misóginos nas redes sociais, que exercem uma influência muito grande sobre os nossos jovens, além da dificuldade de lidar com a rejeição”, afirmou.Claire Vogel Dutra ressaltou ainda que comportamentos de controle e posse podem começar a ser reproduzidos ainda na adolescência e, posteriormente, contribuir para a escalada da violência nos relacionamentos.“Grande parte dos feminicídios ocorre porque o agressor não se conforma com o término do relacionamento e enxerga aquela pessoa como uma propriedade, como alguém que não tem vontade própria. Esse comportamento não começa na idade adulta. Ele se inicia muito cedo, dentro de casa, na forma como os pais se relacionam e educam os filhos, e acaba sendo reproduzido”, explicou.A inclusão da Escola Estadual Raimundo Pinheiro nas atividades do FloreSer ocorreu a partir de uma solicitação da Seduc, que identificou a necessidade de ampliar a abordagem sobre a violência de gênero entre os estudantes, especialmente adolescentes com idade entre 15 e 17 anos.A professora de Matemática Letícia Brito de Souza cedeu parte do horário de sua aula para a realização da roda de conversa e acompanhou o diálogo entre os estudantes e a equipe do Espaço Caliandra. Para ela, a abordagem preventiva é fundamental, principalmente porque muitos adolescentes convivem com situações de violência sem saber reconhecer os sinais ou buscar ajuda.“Desde cedo, eles precisam saber identificar situações que podem representar riscos à própria segurança e entender como evitá-las. Muitos deles vivem em contextos de violência dentro de casa e não sabem a quem pedir ajuda ou mesmo reconhecer os sinais”, destacou.A professora também ressaltou a proximidade dos educadores com os estudantes e a importância de criar espaços seguros para o diálogo. “Nós, como professores, convivemos bastante com eles e ouvimos relatos, principalmente das meninas, sobre situações de machismo e violência nos relacionamentos”, frisou.O projeto FloreSer busca contribuir para a prevenção da violência contra a mulher por meio da educação e da conscientização de adolescentes, promovendo reflexões sobre respeito, igualdade, masculinidades e relações saudáveis. A proposta é estimular os jovens a reconhecer comportamentos abusivos e romper, ainda na adolescência, com padrões de violência e de desigualdade de gênero.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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