Ministério Público MT

Gaeco deflagra ação contra facção criminosa em três cidades de MT

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O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Mato Grosso , força-tarefa composta pelo Ministério Público do Estado, Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo deflagrou, nesta quinta-feira (25), a Operação “Natal Antecipado”.
A ação foi realizada nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio de Leverger, com ordens judiciais expedidas pela 5ª Vara Criminal de Sinop.
Ao todo, foram decretadas quatro prisões preventivas, sendo duas contra detentos na Penitenciária Central do Estado (PCE). Também foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados e a empresas, além do bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens.
A Justiça determinou que os dois presos que comandavam crimes de dentro da penitenciária sejam transferidos para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).
As investigações, conduzidas pelo Gaeco com apoio das forças de segurança, apuram crimes como tráfico de drogas, participação em organização criminosa e movimentações financeiras ilícitas.
A operação contou com o apoio da Polícia Militar (Força Tática, ROTAM e BOPE), Polícia Civil, Polícia Penal e agentes do Sistema Socioeducativo.
O objetivo das medidas é desarticular a estrutura da facção criminosa, interromper a prática de crimes e enfraquecer o esquema financeiro da organização.
Denúncias contra facções criminosas podem ser feitas de forma anônima pelos seguintes canais:
(65) 99269-8113 | (65) 99271-0792 | (65) 99259-0913 | (65) 99255-4681 – Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso
190 – Polícia Militar

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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