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MP destina mais de R$ 1 milhão para construção de Lar dos Idosos

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do Banco de Projetos, Fundos e Entidades (Bapre) — que destina recursos oriundos de acordos judiciais a projetos sociais — repassou R$ 1.007.628,50 para a construção do Lar do Idoso Vô Francelino, no município de Vila Rica (1.300 km de Cuiabá). O espaço será destinado ao acolhimento de idosos em situação de vulnerabilidade social.
A obra está sendo executada em uma área com mais de mil metros quadrados e contará com 16 apartamentos — cada um com capacidade para dois moradores — totalizando 32 leitos. A estrutura também incluirá enfermaria, consultório médico, refeitório, lavanderia completa, piscina adaptada, poço semiartesiano e diversas áreas de convivência, todas projetadas com acessibilidade. Será o primeiro lar para idosos da região do Baixo Araguaia.
“O Ministério Público fez toda a diferença ao destinar esse recurso. Sempre realizamos eventos para arrecadar fundos com o objetivo de construir esse espaço, e a população de Vila Rica sempre colaborou. Porém, por se tratar de uma obra de grande porte, com certeza não estaríamos com mais de 50% da construção concluída sem esse aporte do MP. Nossa expectativa é entregar o lar em até oito meses, seguindo todas as diretrizes do Estatuto do Idoso”, afirma a médica Zilda Borges, idealizadora do projeto e presidente da entidade.
Zilda esclarece que o lar não funcionará como instituição de internação, mas como moradia. “A ideia é oferecer um lar. Teremos uma enfermaria para casos pontuais — como quando o idoso precisar tomar uma vitamina, por exemplo, sem precisar ir até o hospital. Estamos finalizando a construção, depois virá a fase de mobiliário e, por fim, a contratação dos profissionais, que será feita conforme o perfil e as necessidades dos futuros moradores. Acredito que, se até aqui Deus nos ajudou, até lá também nos ajudará, e tudo dará certo”, complementa.
Desde que conheceu o projeto, o promotor de Justiça de Vila Rica, Raphael Henrique de Sena Oliveira, atuou para viabilizar a parceria entre o Ministério Público e a entidade mantenedora do lar.
“Os recursos destinados por meio do Bapre vão tornar realidade o sonho de quem há anos luta por esse espaço. Essa parceria nos enche de orgulho, pois sabemos que o projeto foi pensado com carinho e responsabilidade, para atender às necessidades dos idosos. Eles terão um local digno para viver nesta etapa da vida. Aproveito para reforçar o apelo à população de Vila Rica: sigam contribuindo, pois ainda teremos outras etapas pela frente e o apoio de todos é fundamental”, destacou o promotor.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Projeto FloreSer retoma atividades na Escola Raimundo Pinheiro

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O projeto FloreSer, desenvolvido pelo Núcleo das Promotorias de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar – Espaço Caliandra, iniciou uma nova etapa de rodas de conversa com estudantes da rede pública estadual. A Escola Estadual Raimundo Pinheiro, localizada no bairro Shangri-lá, em Cuiabá, foi incluída na programação e deverá receber atividades com 14 turmas dos 1º e 2º anos do Ensino Médio.A iniciativa, que conta com a parceria da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), promove diálogos com adolescentes sobre violência contra a mulher, prevenção e relacionamentos abusivos, especialmente entre jovens que estão iniciando suas primeiras relações afetivas.Nesta sexta-feira (24), 39 estudantes participaram de uma roda de conversa com a equipe técnica do Espaço Caliandra. A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra também esteve presente e alertou os adolescentes sobre a importância de reconhecer, desde o início de um relacionamento, os sinais de violência psicológica e moral.“É importante que, desde o início do relacionamento, saibam identificar os sinais de violência psicológica e moral, que são formas de violência tão ou mais graves do que a física e que, em muitos casos, podem levar ao feminicídio”, alertou.Machismo e influência das redes sociais – Durante o encontro, a promotora de Justiça destacou que a equipe do FloreSer tem identificado, nas atividades realizadas nas escolas, a presença de comportamentos machistas entre adolescentes, além da influência de discursos misóginos disseminados nas redes sociais.“Temos percebido que a atual geração é mais machista do que a anterior. Há estudos que mostram isso, e temos verificado a disseminação de discursos machistas e misóginos nas redes sociais, que exercem uma influência muito grande sobre os nossos jovens, além da dificuldade de lidar com a rejeição”, afirmou.Claire Vogel Dutra ressaltou ainda que comportamentos de controle e posse podem começar a ser reproduzidos ainda na adolescência e, posteriormente, contribuir para a escalada da violência nos relacionamentos.“Grande parte dos feminicídios ocorre porque o agressor não se conforma com o término do relacionamento e enxerga aquela pessoa como uma propriedade, como alguém que não tem vontade própria. Esse comportamento não começa na idade adulta. Ele se inicia muito cedo, dentro de casa, na forma como os pais se relacionam e educam os filhos, e acaba sendo reproduzido”, explicou.A inclusão da Escola Estadual Raimundo Pinheiro nas atividades do FloreSer ocorreu a partir de uma solicitação da Seduc, que identificou a necessidade de ampliar a abordagem sobre a violência de gênero entre os estudantes, especialmente adolescentes com idade entre 15 e 17 anos.A professora de Matemática Letícia Brito de Souza cedeu parte do horário de sua aula para a realização da roda de conversa e acompanhou o diálogo entre os estudantes e a equipe do Espaço Caliandra. Para ela, a abordagem preventiva é fundamental, principalmente porque muitos adolescentes convivem com situações de violência sem saber reconhecer os sinais ou buscar ajuda.“Desde cedo, eles precisam saber identificar situações que podem representar riscos à própria segurança e entender como evitá-las. Muitos deles vivem em contextos de violência dentro de casa e não sabem a quem pedir ajuda ou mesmo reconhecer os sinais”, destacou.A professora também ressaltou a proximidade dos educadores com os estudantes e a importância de criar espaços seguros para o diálogo. “Nós, como professores, convivemos bastante com eles e ouvimos relatos, principalmente das meninas, sobre situações de machismo e violência nos relacionamentos”, frisou.O projeto FloreSer busca contribuir para a prevenção da violência contra a mulher por meio da educação e da conscientização de adolescentes, promovendo reflexões sobre respeito, igualdade, masculinidades e relações saudáveis. A proposta é estimular os jovens a reconhecer comportamentos abusivos e romper, ainda na adolescência, com padrões de violência e de desigualdade de gênero.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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