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MPMT e Fiemt firmam parceria para enfrentamento da violência doméstica e familiar

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) deverão firmar parceria para o enfrentamento da violência doméstica e familiar. A iniciativa prevê o compartilhamento de dados entre o Observatório Caliandra e o Observatório da Indústria de Mato Grosso, com o objetivo de ampliar o acesso a serviços, informações e cursos voltados a mulheres e meninas vítimas de violência de gênero.A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, coordenadora do Núcleo de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar – Espaço Caliandra e do Observatório Caliandra, visitou a sede da Fiemt na última quinta-feira (28), onde conheceu a plataforma do Observatório da Indústria. A ferramenta reúne uma variedade de conteúdos, publicações e indicadores, além de ofertar cursos, palestras e treinamentos por meio do Sesi – muitos deles com foco em temas como violência de gênero e autoconhecimento.Durante a visita, a promotora, acompanhada de sua equipe, apresentou aos membros da Fiemt o projeto FloreSer, voltado ao enfrentamento da violência de gênero. A iniciativa tem como objetivo promover relações afetivas saudáveis, igualitárias e livres de qualquer forma de violência, com foco em jovens de escolas públicas de Cuiabá.A gerente do Sesi, Simone Cruz, destacou o interesse da instituição em consolidar a parceria para auxiliar no enfrentamento da violência contra as mulheres. “Vejo uma grande oportunidade de atuação conjunta entre Fiemt, Sesi, Senai e IEL. Precisamos contribuir com esse processo de educação social, para que as pessoas possam transformar seus comportamentos. Essa parceria trará ganhos significativos para a sociedade e para nossas instituições”, afirmou.Ana Cassia Rangel, presidente da Câmara da Mulher da Fiemt, também reforçou o compromisso da entidade em unir esforços e direcionar ações que ajudem a combater a violência contra a mulher. Ela enfatizou a importância de acolher não apenas as vítimas, mas também suas famílias.“Quando unimos esforços, seja na indústria ou na sociedade em geral, conseguimos acolher, orientar e oferecer oportunidades de trabalho, educação e apoio emocional. Isso é fundamental para quebrar o ciclo da violência e evitar que ele se perpetue por gerações. Precisamos avançar na qualidade e no acesso à informação”, destacou.Segundo ela, o Sistema S possui ampla capilaridade em Mato Grosso, o que potencializa o alcance das ações. “Temos uma grande rede de empresas e profissionais, e podemos levar conhecimento e oportunidades a muitas pessoas”, completou.A CEO da Refrigerantes Marajá e representante do Conselho de Responsabilidade Social da Fiemt, Ulana Bruehmueller, reforçou que a responsabilidade social deve ser compartilhada entre os setores público e privado. “Dentro da Fiemt, temos a possibilidade de expandir esse trabalho para inúmeras empresas em Mato Grosso, por meio dos observatórios. Essa parceria com o MP e o Espaço Caliandra é muito rica, pois permite dar visibilidade ao trabalho que já vem sendo feito e engajar mais pessoas nessa causa”, pontuou.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Projeto FloreSer retoma atividades na Escola Raimundo Pinheiro

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O projeto FloreSer, desenvolvido pelo Núcleo das Promotorias de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar – Espaço Caliandra, iniciou uma nova etapa de rodas de conversa com estudantes da rede pública estadual. A Escola Estadual Raimundo Pinheiro, localizada no bairro Shangri-lá, em Cuiabá, foi incluída na programação e deverá receber atividades com 14 turmas dos 1º e 2º anos do Ensino Médio.A iniciativa, que conta com a parceria da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), promove diálogos com adolescentes sobre violência contra a mulher, prevenção e relacionamentos abusivos, especialmente entre jovens que estão iniciando suas primeiras relações afetivas.Nesta sexta-feira (24), 39 estudantes participaram de uma roda de conversa com a equipe técnica do Espaço Caliandra. A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra também esteve presente e alertou os adolescentes sobre a importância de reconhecer, desde o início de um relacionamento, os sinais de violência psicológica e moral.“É importante que, desde o início do relacionamento, saibam identificar os sinais de violência psicológica e moral, que são formas de violência tão ou mais graves do que a física e que, em muitos casos, podem levar ao feminicídio”, alertou.Machismo e influência das redes sociais – Durante o encontro, a promotora de Justiça destacou que a equipe do FloreSer tem identificado, nas atividades realizadas nas escolas, a presença de comportamentos machistas entre adolescentes, além da influência de discursos misóginos disseminados nas redes sociais.“Temos percebido que a atual geração é mais machista do que a anterior. Há estudos que mostram isso, e temos verificado a disseminação de discursos machistas e misóginos nas redes sociais, que exercem uma influência muito grande sobre os nossos jovens, além da dificuldade de lidar com a rejeição”, afirmou.Claire Vogel Dutra ressaltou ainda que comportamentos de controle e posse podem começar a ser reproduzidos ainda na adolescência e, posteriormente, contribuir para a escalada da violência nos relacionamentos.“Grande parte dos feminicídios ocorre porque o agressor não se conforma com o término do relacionamento e enxerga aquela pessoa como uma propriedade, como alguém que não tem vontade própria. Esse comportamento não começa na idade adulta. Ele se inicia muito cedo, dentro de casa, na forma como os pais se relacionam e educam os filhos, e acaba sendo reproduzido”, explicou.A inclusão da Escola Estadual Raimundo Pinheiro nas atividades do FloreSer ocorreu a partir de uma solicitação da Seduc, que identificou a necessidade de ampliar a abordagem sobre a violência de gênero entre os estudantes, especialmente adolescentes com idade entre 15 e 17 anos.A professora de Matemática Letícia Brito de Souza cedeu parte do horário de sua aula para a realização da roda de conversa e acompanhou o diálogo entre os estudantes e a equipe do Espaço Caliandra. Para ela, a abordagem preventiva é fundamental, principalmente porque muitos adolescentes convivem com situações de violência sem saber reconhecer os sinais ou buscar ajuda.“Desde cedo, eles precisam saber identificar situações que podem representar riscos à própria segurança e entender como evitá-las. Muitos deles vivem em contextos de violência dentro de casa e não sabem a quem pedir ajuda ou mesmo reconhecer os sinais”, destacou.A professora também ressaltou a proximidade dos educadores com os estudantes e a importância de criar espaços seguros para o diálogo. “Nós, como professores, convivemos bastante com eles e ouvimos relatos, principalmente das meninas, sobre situações de machismo e violência nos relacionamentos”, frisou.O projeto FloreSer busca contribuir para a prevenção da violência contra a mulher por meio da educação e da conscientização de adolescentes, promovendo reflexões sobre respeito, igualdade, masculinidades e relações saudáveis. A proposta é estimular os jovens a reconhecer comportamentos abusivos e romper, ainda na adolescência, com padrões de violência e de desigualdade de gênero.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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