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Observatório Caliandra promove palestra sobre violência de gênero

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Sessenta colaboradores da Nova Rota Oeste participaram, na manhã de quinta-feira (27), de uma palestra do projeto “Por Elas e Por Nós: Diálogo Masculino pela Não Violência”, iniciativa que busca conscientizar homens sobre a prevenção e o enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher.A atividade é conduzida pelo Núcleo das Promotorias de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar da Capital – Espaço Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), e integrou a programação da campanha “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, realizada em Cuiabá.Com 1.076 funcionários, a maioria homens distribuídos entre a sede e as bases do interior, a Nova Rota Oeste avalia que o tema da violência de gênero precisa estar presente no cotidiano corporativo. A engenheira de Segurança do Trabalho, Kathelen Andreza Ciriaco Canhete, destacou que o encontro marca o início de outras ações internas.“Essa conscientização é fundamental. Tudo começa na criação, na cultura familiar e no que reproduzimos no dia a dia. Esperamos que, a partir desse diálogo, os homens reflitam sobre suas atitudes. Quando vocês apresentam dados, eles percebem que essa é uma realidade concreta, que acontece diariamente”, afirmou.A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra agradeceu a participação dos colaboradores, tanto presencialmente quanto on-line, e lembrou que o tema ainda gera muitas dúvidas e questionamentos sobre o funcionamento do sistema de proteção. “Todos nós temos responsabilidade enquanto sociedade, não só os órgãos públicos”, ressaltou.Segundo ela, é preciso reconhecer que a violência extrema não é o ponto de partida, mas o resultado de comportamentos muitas vezes naturalizados. “Precisamos entender que o feminicídio não nasce do nada. Ele começa com pequenas violências, uma humilhação, um xingamento, que vão se acumulando. Então, precisamos também adotar pequenas atitudes de não aceitação. Coibir a violência virtual em grupos de WhatsApp, por exemplo, é uma atitude simples, mas essencial para evitar a reprodução de outras formas de agressão”, completou.A mobilização junto ao segmento empresarial parte da compreensão de que o local de trabalho é um espaço estratégico para a promoção de valores de respeito, igualdade e proteção. Como ambiente onde a maioria da população adulta passa grande parte do dia, o trabalho se torna um espaço potente para o diálogo e para a transformação de comportamentos, refletindo também nas relações pessoais e familiares.A palestra, ministrada pela assistente ministerial Maisa Magda Fernandes e pela psicóloga Vastir Maciel, aborda pontos-chave da violência de gênero, desde sua base na masculinidade tóxica até aspectos históricos e sociais dessa construção. Também são apresentados dados sobre suicídio masculino e feminicídio, tipos de violência, impactos na vida dos filhos, os órfãos de mães assassinadas e de pais que estão presos ou que cometeram suicídio, além dos efeitos no ambiente de trabalho, na saúde física e emocional dos trabalhadores, no rendimento profissional e no prejuízo social ao agressor, incluindo danos à imagem e risco de perda do emprego.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Julgamento é retomado com interrogatório dos réus

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O julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi retomado na manhã desta quarta-feira (30), no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Após o encerramento do primeiro dia de instrução, as partes desistiram da oitiva das testemunhas que ainda estavam arroladas para depor, permitindo o avanço da sessão para a fase de interrogatório dos réus.Os trabalhos foram reiniciados com o interrogatório de Antônio Gomes da Silva, apontado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como o autor dos disparos que resultaram na morte do advogado. Na sequência, também deverão ser interrogados os demais réus, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida (NDV). A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Também integra a acusação, como assistente, o advogado Giovani Santin.Durante o primeiro dia de julgamento, realizado na terça-feira (29), foram ouvidas seis testemunhas, entre elas delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal que atuaram nas investigações do caso. As oitivas abordaram a dinâmica do crime, o planejamento da ação criminosa e os elementos probatórios reunidos ao longo da apuração conduzida pelas forças de segurança.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins avaliou o primeiro dia como produtivo no que se refere à instrução e ao esclarecimento dos fatos. Ele destacou o papel do Ministério Público no Tribunal do Júri e criticou estratégias utilizadas para atacar a imagem da vítima.“Estamos defendendo a vida de um ser humano e aqui o Ministério Público tutela o direito à vida de qualquer pessoa, sem fazer qualquer tipo de discriminação. Justificar esse tipo de situação atacando a figura da vítima nada mais é do que uma retórica colocada a serviço da injustiça, da impunidade e daquilo que a sociedade não deseja”, afirmou o promotor de Justiça.O promotor de Justiça Samuel Frungilo lembrou ainda que, segundo a acusação, o envolvimento dos réus como executores e intermediários está demonstrado tanto pelas oitivas das testemunhas realizadas no primeiro dia quanto pelas investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Polícia Federal. “Essa organização foi contratada para matar Roberto Zampieri, e foi isso que fez”, afirmou.Conforme a denúncia oferecida pelo MPMT, Antônio Gomes da Silva é acusado de executar o homicídio. Hedilerson Fialho Martins Barbosa teria participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é apontado como integrante da empreitada criminosa.O julgamento prossegue ao longo do dia com os interrogatórios e as demais fases processuais previstas para o Tribunal do Júri.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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