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Projeto do MPMT reforça papel dos homens no enfrentamento à violência

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Cerca de 80 funcionários da Trael Transformadores Elétricos participaram de um encontro com a equipe do projeto “Por Elas e Por Nós: Diálogo Masculino”, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), para discutir a violência de gênero contra a mulher. A atividade ocorreu na tarde da última sexta-feira (31.07), na sede da empresa, localizada no Distrito Industrial, em Cuiabá, e reuniu gerentes, líderes e coordenadores, que atuarão como multiplicadores das boas práticas entre os demais colaboradores.Durante o encontro, a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra reforçou a importância da participação dos homens como aliados no enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher.“A ideia do projeto não é apontar o dedo para ninguém. Precisamos dos homens como nossos parceiros. A maior parte de vocês tem filhas, irmãs, mães ou companheiras. Todos têm mulheres na família ou colegas de trabalho que podem estar sofrendo algum tipo de violência”, afirmou.A promotora também destacou o papel de cada homem nesse processo. “O papel de vocês, como homens, também é lutar contra a violência e impedir que ela se fortaleça por meio de comentários machistas e misóginos que diminuem as mulheres. Esse tipo de comportamento abre espaço para a violência. A partir do momento em que normalizamos essas mensagens e ofensas, tornamo-nos cúmplices. A violência contra as mulheres é um problema de toda a sociedade, e precisamos dos homens nesse enfrentamento”, ressaltou.Ao final da palestra, o responsável pelo setor jurídico da Trael, Valdeir Neves, anunciou aos funcionários a aprovação da Política Institucional de Combate à Violência Doméstica e Proteção à Dignidade Humana. A iniciativa tem como objetivo prevenir e coibir qualquer forma de violência doméstica contra as mulheres envolvendo colaboradores da empresa.“A instituição de uma política como essa busca, sobretudo, promover uma reflexão imediata sobre as consequências das condutas e dos comportamentos, independentemente de os fatos ocorrerem fora do ambiente de trabalho. A política transmite uma mensagem clara: queremos pessoas em quem possamos confiar, que representem nossos valores e nossos compromissos legais, entre eles, a tolerância zero a qualquer tipo de violência doméstica contra a mulher ou contra qualquer outra pessoa”, destacou.A Trael Transformadores Elétricos emprega diretamente cerca de 1.297 funcionários, dos quais aproximadamente 400 são mulheres.SELO – O projeto “Por Elas e Por Nós” instituiu o selo “Empresa Livre da Violência Contra a Mulher”, criado pelo Ato Administrativo nº 1.370/2026, publicado em 16 de junho e assinado pelo procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca Costa. A iniciativa tem como finalidade reconhecer empresas sediadas em Mato Grosso que adotem e mantenham práticas de prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.O selo possui caráter exclusivamente institucional, educativo e de incentivo às boas práticas. Entre seus objetivos estão estimular as empresas a desenvolver ações de conscientização e promoção da igualdade de gênero, incentivar a criação de ambientes de trabalho seguros e inclusivos, difundir a cultura da não violência e reconhecer o compromisso social das instituições com os direitos humanos das mulheres.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Município regulariza medição da qualidade da água após TAC

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O Município de Itiquira (a 361 km de Cuiabá) regularizou o monitoramento da potabilidade da água fornecida à população, incluindo a análise de metais pesados e agrotóxicos. A medida atende compromisso firmado com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da Promotoria de Justiça de Itiquira, em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado em maio deste ano no âmbito da política municipal de saneamento.As amostras foram coletadas em 12 pontos do sistema de abastecimento, sendo 11 locais de captação e a Estação de Tratamento de Água (ETA). Os exames contemplaram todos os parâmetros exigidos pela Portaria GM/MS nº 888/2021, do Ministério da Saúde, e apontaram resultados dentro dos padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação.Segundo a Promotoria de Justiça, as análises realizadas anteriormente não incluíam alguns dos agrotóxicos mais utilizados na região e previstos no Anexo 9 da Portaria GM/MS nº 888/2021. Com a regularização do monitoramento, o controle passa a contemplar esses parâmetros.Além dos exames realizados por laboratório contratado pelo município, a Promotoria de Justiça de Itiquira solicitou ao Centro de Apoio Operacional às Execuções (CAEx) do MPMT a realização de uma contraprova. O objetivo é verificar se os resultados obtidos pelo laboratório privado são confirmados por análise independente.Nesta sexta-feira (2), representantes da Prefeitura de Itiquira, do Ministério Público e o professor doutor Domingos Sávio Barbosa, do Laboratório de Química Ambiental da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), reuniram-se para discutir a possibilidade de implantação de um monitoramento contínuo da qualidade da água, por meio de parceria com a instituição de ensino.Para o promotor de Justiça Claudio Angelo Correa Gonzaga, o avanço representa o cumprimento de uma demanda histórica da instituição e um importante passo para a proteção da saúde pública.“Essa é uma demanda antiga do Ministério Público. Houve compromissos firmados anteriormente e repactuados neste ano, mas o monitoramento era realizado de forma intermitente ou incompleta. Agora, o município avança para regularizar definitivamente a situação. Em um estado com uso intenso de agrotóxicos, é fundamental que a população tenha acesso a informações confiáveis sobre a qualidade da água que consome. O desafio é transformar essas análises em uma rotina permanente e fortalecer a transparência, permitindo que cada cidadão também exerça o papel de fiscal”, destacou.Transparência – Conforme previsto no TAC, todos os relatórios das análises ficarão disponíveis para consulta pública no site da Prefeitura de Itiquira. A medida busca garantir transparência e possibilitar o acompanhamento dos resultados pela sociedade. Eventuais reclamações ou inconsistências identificadas nos relatórios poderão ser comunicadas à Promotoria de Justiça de Itiquira por meio da Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso, inclusive de forma sigilosa.

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Foto: Reprodução Instagram.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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