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Projeto sobre educação patrimonial é debatido em reunião

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Água Boa (a 639 km de Cuiabá), realizou nesta terça-feira (10) uma reunião estratégica com autoridades municipais para tratar do projeto “Canoa – Educação Patrimonial”. O encontro ocorreu na Câmara Municipal de Vereadores e contou com a participação das promotoras de Justiça Ana Paula Silveira Parente, Bruna Caroline de Almeida Affornalli e do promotor Luiz Alexandre Lima Lentisco.Durante o evento, Ana Paula Parente ressaltou a importância do projeto Canoa e da inclusão da educação patrimonial no currículo escolar de crianças e adolescentes. “A proposta do Canoa é a inserção da educação patrimonial no currículo escolar, por meio do diagnóstico local, articulação interinstitucional e capacitação de profissionais da educação. A iniciativa visa fortalecer a conscientização sobre o patrimônio público e cultural, com ações práticas como a identificação de bens históricos e o incentivo à realização de visitas pedagógicas e palestras nas escolas”, destacou a promotora.Para o promotor de Justiça Luiz Alexandre Lentisco, é importante corrigir distorções históricas no ensino e promover o uso consciente dos recursos públicos. “A carência de conhecimentos básicos sobre o patrimônio histórico-cultural gera alguns equívocos comuns durante o período escolar.”Já a promotora Bruna Caroline Affornalli enfatizou a necessidade de retorno e diálogo entre os gestores e o Ministério Público para a construção de soluções práticas e eficazes. “É importante que haja diálogo entre as instituições e, também, a preservação histórico-cultural, especialmente no contexto da formação identitária do povo mato-grossense. A desorganização da gestão pública frente à atuação de organizações criminosas muitas vezes acaba influenciando crianças e adolescentes.”“Esse foi o primeiro passo para a construção coletiva de uma cultura de preservação do patrimônio público e histórico-cultural, fomentada desde a infância até a formação cidadã plena”, pontuou Ana Paula Silveira Parente.Projeto Canoa – O projeto tem como objetivo articular o envolvimento da juventude no reconhecimento dos bens patrimoniais, materiais e imateriais dos municípios, contribuindo para a conscientização sobre a importância de protegê-los, além de incentivar a adoção de medidas proativas voltadas à promoção do controle social.Processo SIMP: 000456-110/2024 *Estagiário escreve sob supervisão da jornalista Ana Luíza Anache.
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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Projeto FloreSer retoma atividades na Escola Raimundo Pinheiro

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O projeto FloreSer, desenvolvido pelo Núcleo das Promotorias de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar – Espaço Caliandra, iniciou uma nova etapa de rodas de conversa com estudantes da rede pública estadual. A Escola Estadual Raimundo Pinheiro, localizada no bairro Shangri-lá, em Cuiabá, foi incluída na programação e deverá receber atividades com 14 turmas dos 1º e 2º anos do Ensino Médio.A iniciativa, que conta com a parceria da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), promove diálogos com adolescentes sobre violência contra a mulher, prevenção e relacionamentos abusivos, especialmente entre jovens que estão iniciando suas primeiras relações afetivas.Nesta sexta-feira (24), 39 estudantes participaram de uma roda de conversa com a equipe técnica do Espaço Caliandra. A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra também esteve presente e alertou os adolescentes sobre a importância de reconhecer, desde o início de um relacionamento, os sinais de violência psicológica e moral.“É importante que, desde o início do relacionamento, saibam identificar os sinais de violência psicológica e moral, que são formas de violência tão ou mais graves do que a física e que, em muitos casos, podem levar ao feminicídio”, alertou.Machismo e influência das redes sociais – Durante o encontro, a promotora de Justiça destacou que a equipe do FloreSer tem identificado, nas atividades realizadas nas escolas, a presença de comportamentos machistas entre adolescentes, além da influência de discursos misóginos disseminados nas redes sociais.“Temos percebido que a atual geração é mais machista do que a anterior. Há estudos que mostram isso, e temos verificado a disseminação de discursos machistas e misóginos nas redes sociais, que exercem uma influência muito grande sobre os nossos jovens, além da dificuldade de lidar com a rejeição”, afirmou.Claire Vogel Dutra ressaltou ainda que comportamentos de controle e posse podem começar a ser reproduzidos ainda na adolescência e, posteriormente, contribuir para a escalada da violência nos relacionamentos.“Grande parte dos feminicídios ocorre porque o agressor não se conforma com o término do relacionamento e enxerga aquela pessoa como uma propriedade, como alguém que não tem vontade própria. Esse comportamento não começa na idade adulta. Ele se inicia muito cedo, dentro de casa, na forma como os pais se relacionam e educam os filhos, e acaba sendo reproduzido”, explicou.A inclusão da Escola Estadual Raimundo Pinheiro nas atividades do FloreSer ocorreu a partir de uma solicitação da Seduc, que identificou a necessidade de ampliar a abordagem sobre a violência de gênero entre os estudantes, especialmente adolescentes com idade entre 15 e 17 anos.A professora de Matemática Letícia Brito de Souza cedeu parte do horário de sua aula para a realização da roda de conversa e acompanhou o diálogo entre os estudantes e a equipe do Espaço Caliandra. Para ela, a abordagem preventiva é fundamental, principalmente porque muitos adolescentes convivem com situações de violência sem saber reconhecer os sinais ou buscar ajuda.“Desde cedo, eles precisam saber identificar situações que podem representar riscos à própria segurança e entender como evitá-las. Muitos deles vivem em contextos de violência dentro de casa e não sabem a quem pedir ajuda ou mesmo reconhecer os sinais”, destacou.A professora também ressaltou a proximidade dos educadores com os estudantes e a importância de criar espaços seguros para o diálogo. “Nós, como professores, convivemos bastante com eles e ouvimos relatos, principalmente das meninas, sobre situações de machismo e violência nos relacionamentos”, frisou.O projeto FloreSer busca contribuir para a prevenção da violência contra a mulher por meio da educação e da conscientização de adolescentes, promovendo reflexões sobre respeito, igualdade, masculinidades e relações saudáveis. A proposta é estimular os jovens a reconhecer comportamentos abusivos e romper, ainda na adolescência, com padrões de violência e de desigualdade de gênero.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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