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Promotora defende TCC de Filosofia sobre vazio existencial na UFMT

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A Promotora de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Lindinalva Correia Rodrigues, defende seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da Licenciatura em Filosofia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) nesta quarta-feira (24). A sessão pública ocorrerá na Sala 01 do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS), às 15 horas (horário local).Intitulado “Do vazio de sentido ao mundo imaginal”, o trabalho foi desenvolvido sob a orientação do professor doutor Walter Gomide do Nascimento Junior e realiza uma profunda investigação filosófica que conecta temas antigos e contemporâneos para analisar a sociedade atual.A pesquisa é estruturada em quatro capítulos. No primeiro, a autora aborda o “desencantamento do mundo” e a “desmagificação da religião”, conceitos fundamentais de Max Weber e Ernst Troeltsch, debatidos posteriormente por pensadores da Escola de Frankfurt, como Theodor W. Adorno e Max Horkheimer.O segundo capítulo discorre sobre o culto ao trabalho na era das urgências, analisando a figura do “último homem” de Friedrich Nietzsche. Neste contexto, a pesquisa explora a tese de Walter Benjamin de que o desencantamento weberiano gerou, paradoxalmente, um “novo encantamento” sob a lógica do trabalho capitalista e sua racionalização econômica.A análise prossegue, no terceiro capítulo, com uma reflexão sobre o consumismo e o vazio existencial. A autora recorre a Zygmunt Bauman para discutir como a identidade é construída e desfeita incessantemente pelo consumo, criando novas formas de fetichismo. O capítulo também incorpora as críticas de Byung-Chul Han ao cansaço e à apatia do indivíduo contemporâneo, as pesquisas de Andrew Solomon sobre depressão e as observações de Gilles Lipovetsky sobre a “felicidade paradoxal” na sociedade de hiperconsumo.Por fim, o quarto capítulo, intitulado “Mundo Imaginal e o Reencantamento do Mundo”, oferece uma perspectiva de superação do vazio. Partindo da crítica de Martin Heidegger à técnica moderna, a pesquisa apresenta o conceito de “mundo imaginal” de Henry Corbin. A conclusão aponta para a possibilidade de um reencantamento do mundo, ideia explorada pelo filósofo brasileiro e orientador do trabalho, Walter Gomide, coautor da “Ética Quântica Transreal”, que articula a “Matemática Transreal” com o “Mundo Imaginal”.A defesa pública do trabalho é aberta a todos os interessados.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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