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Teatro de prevenção ao bullying é apresentado nas escolas de Matupá

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A Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, em continuidade ao “Projeto Prevencão Começa na Escola”, parabeniza a iniciativa da Promotoria de Justiça de Matupá (a 695 km de Cuiabá), que levou às escolas do município uma série de apresentações teatrais voltadas à prevenção e ao enfrentamento do bullying. A ação alcançou 3 mil estudantes da rede municipal e estadual entre os dias 23 e 26 de fevereiro de 2026. A proposta é desenvolvida em parceria com a Companhia VostraZ de Teatro. O projeto consiste na realização de intervenções culturais e apresentações teatrais nas unidades de ensino. A peça escolhida para esta etapa, “Brincadeira Tem Limites!”, aborda situações cotidianas vividas por crianças e adolescentes, reforçando a importância do respeito mútuo, da empatia e do combate às práticas de intimidação. Ao destacar o papel da arte na promoção de ambientes escolares mais saudáveis, o procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, titular da Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, ressaltou que iniciativas como essa ampliam a efetividade das ações de proteção a população Infanto-juvenil e reforça a imagem Institucional do Ministério Público.“A utilização da arte e do teatro como instrumentos de conscientização aproxima as mensagens de proteção e respeito do cotidiano das crianças e adolescentes, tornando-as mais eficazes. A iniciativa desenvolvida em Matupá demonstra nosso compromisso em promover a cultura de paz nas escolas e ambientes mais seguros e acolhedores”, afirmou. A proposta da peça surgiu a partir da demanda identificada pela Promotoria de Justiça de Matupá. O promotor Cristiano de Miguel Felipini explicou que o aumento de casos relacionados ao bullying, especialmente entre estudantes do ensino médio, evidenciou a necessidade de um trabalho preventivo contínuo.“Percebemos um crescimento significativo de situações envolvendo bullying. Ao acompanhar o trabalho da Cia. VostraZ, entendemos que o teatro poderia ser uma ferramenta para sensibilizar o estudantes, especialmente do ensino médio. A peça mostra, de forma lúdica e divertida, que determinadas atitudes machucam e não podem ser tratadas como brincadeira. Fico muito satisfeito com o impacto dessa ação e espero que ela se estenda a outros municípios”, afirmou.Entre os dias 23 e 24, foram realizadas oito apresentações, que atenderam cerca de 1.500 alunos. Nos dias 25 e 26, mais nove apresentações ampliaram o alcance para outras 1.500 crianças e adolescentes, totalizando 17 sessões. As escolas contempladas incluíram as unidades municipais Mundo Encantado da Criança, Cecília Meireles, Luiza Miotto e Jane Pereira Lopes, além da Escola Municipal Rural Norberto José Gehlen. Pela rede estadual, participaram as escolas Bairro União, Jardim das Flores (com apresentações na Secitec) e Antônio Ometto.Diretor da Cia. VostraZ, o dramaturgo e ator Maicon D’Paula destacou a importância do tema e a parceria com o Ministério Público. “Desde 2017, realizamos um trabalho conjunto com o Ministério Público de Mato Grosso, levando ações culturais de prevenção a diversos municípios. Agora, com o apoio do promotor de Justiça Cristiano Felipini, iniciamos mais um projeto voltado ao combate e à prevenção do bullying. Foram mais de 17 apresentações, e percebemos o quanto essa temática é urgente”, revelou.As apresentações tiveram apoio da Secretaria Municipal de Educação e Desporto de Matupá e da Diretoria Regional de Educação (DRE).

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Julgamento é retomado com interrogatório dos réus

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O julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi retomado na manhã desta quarta-feira (30), no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Após o encerramento do primeiro dia de instrução, as partes desistiram da oitiva das testemunhas que ainda estavam arroladas para depor, permitindo o avanço da sessão para a fase de interrogatório dos réus.Os trabalhos foram reiniciados com o interrogatório de Antônio Gomes da Silva, apontado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como o autor dos disparos que resultaram na morte do advogado. Na sequência, também deverão ser interrogados os demais réus, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida (NDV). A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Também integra a acusação, como assistente, o advogado Giovani Santin.Durante o primeiro dia de julgamento, realizado na terça-feira (29), foram ouvidas seis testemunhas, entre elas delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal que atuaram nas investigações do caso. As oitivas abordaram a dinâmica do crime, o planejamento da ação criminosa e os elementos probatórios reunidos ao longo da apuração conduzida pelas forças de segurança.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins avaliou o primeiro dia como produtivo no que se refere à instrução e ao esclarecimento dos fatos. Ele destacou o papel do Ministério Público no Tribunal do Júri e criticou estratégias utilizadas para atacar a imagem da vítima.“Estamos defendendo a vida de um ser humano e aqui o Ministério Público tutela o direito à vida de qualquer pessoa, sem fazer qualquer tipo de discriminação. Justificar esse tipo de situação atacando a figura da vítima nada mais é do que uma retórica colocada a serviço da injustiça, da impunidade e daquilo que a sociedade não deseja”, afirmou o promotor de Justiça.O promotor de Justiça Samuel Frungilo lembrou ainda que, segundo a acusação, o envolvimento dos réus como executores e intermediários está demonstrado tanto pelas oitivas das testemunhas realizadas no primeiro dia quanto pelas investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Polícia Federal. “Essa organização foi contratada para matar Roberto Zampieri, e foi isso que fez”, afirmou.Conforme a denúncia oferecida pelo MPMT, Antônio Gomes da Silva é acusado de executar o homicídio. Hedilerson Fialho Martins Barbosa teria participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é apontado como integrante da empreitada criminosa.O julgamento prossegue ao longo do dia com os interrogatórios e as demais fases processuais previstas para o Tribunal do Júri.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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