Promover a igualdade e a acessibilidade é essencial para garantir a cidadania plena. Com esse propósito, o Mato Grosso Previdência (MTPrev) realizou na última sexta-feira (27) um treinamento voltado ao atendimento de Pessoas com Deficiência (PCD) e mobilidade reduzida. A capacitação teve como foco orientar sobre práticas que assegurem um atendimento respeitoso, inclusivo e empático.
A oficina foi conduzida por Thais Paula, superintendente estadual de Promoção e Articulação das Políticas Públicas para as Pessoas com Deficiência do Estado de Mato Grosso, que celebrou a iniciativa.
“Fiquei muito feliz, porque foi a primeira vez que um órgão do Estado me convida para falar sobre atendimento ao público com deficiência. O MTPrev sai à frente ao levar conhecimento sobre como abordar e tratar pessoas com deficiência de maneira adequada”, destacou.
Durante a capacitação, Thais abordou a legislação vigente, compartilhou experiências pessoais, e conduziu dinâmicas que ajudaram os participantes a compreender, na prática, os desafios enfrentados por esse público no dia a dia.
Entre as orientações destacadas, Thais ressaltou atitudes fundamentais no atendimento a pessoas com deficiência:
Cumprimente diretamente a pessoa, e não seu acompanhante;
Ofereça ajuda antes de agir, sem presumir a necessidade de auxílio;
Respeite a autonomia, valorizando a independência e a privacidade.
Para a servidora do MTPrev, Leila Hussen Sayed, a palestra foi um momento de aprendizado importante. “Achei a oficina muito boa, principalmente por ensinar como tratar o deficiente físico, especialmente o cego. Infelizmente, vemos muitas pessoas tratando com descaso, e isso é comum nas ruas. A palestra foi gratificante, agregou muito ao nosso conhecimento.”
Segundo a coordenadora de Atendimento Previdenciário, Alexandra Piccin, a capacitação faz parte do Planejamento Estratégico do MTPrev, que visa aprimorar os canais de atendimento com foco em acessibilidade, inclusão e qualificação contínua dos servidores.
“Queremos garantir que todas as pessoas, independentemente de suas limitações, tenham seus direitos respeitados e sejam acolhidas com empatia. Nosso foco é oferecer um atendimento que reconheça a diversidade do público previdenciário e esteja preparado para responder às suas necessidades com sensibilidade e qualidade”, finalizou.
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.
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