A Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT), em parceria com o Cuiabá Esporte Clube, sorteou 1.000 torcedores entre os participantes do Programa Nota MT para assistirem ao próximo jogo do time mato-grossense. A partida, que será realizada na próxima quarta-feira (20.11) na Arena Pantanal, será contra o Flamengo.
A ação promocional contou com 2.118 inscritos. A lista dos torcedores premiados pode ser conferida ao final da matéria, com os dados pessoais mascarados para assegurar a integridade dos sorteados.
Para concorrer aos ingressos, além de estar inscrito no Nota MT, o participante deveria ter, no mínimo, um bilhete gerado no programa e preencher um formulário disponibilizado no site do Nota MT. As inscrições foram encerradas na última sexta-feira (08.11) às 16h.
A equipe da Sefaz realizou o sorteio nesta quinta-feira (14.11), utilizando o sistema do Nota MT e com base no resultado da Loteria Federal de terça-feira (13.11). O sorteio foi acompanhado pelas equipes do Nota MT, TI e comunicação da Sefaz.
Todo o procedimento será auditado pela Controladoria Geral do Estado (CGE), assim como nos sorteios regulares do Nota MT, garantindo transparência e integridade em todas as etapas do processo.
Os ingressos sorteados serão vinculados diretamente ao CPF dos ganhadores e disponibilizados por meio do aplicativo Facepass, sistema de reconhecimento facial utilizado para o acesso à Arena Pantanal. Todos os contemplados serão notificados pela equipe da plataforma Facepass com as informações sobre o resultado do sorteio e o acesso ao jogo.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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