MATO GROSSO

Oficinas da Sema reúnem mais de 100 pessoas no Museu de História Natural na manhã deste sábado (22)

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A 50 metros do rio Cuiabá, no quintal onde está localizado o Museu de História Natural de Mato Grosso, foi o cenário escolhido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e parceiros para celebrar o Dia Mundial da Água, comemorado neste sábado (22/03). Mais de 100 pessoas participaram das atividades.

Para conectar as pessoas ao propósito da comemoração, que foi promover uma reflexão sobre o ciclo da água, sua importância e como utilizá-la utilizá-la de maneira sustentável, uma roda circular, denominada “Águas internas”, abriu a programação.

De mãos dadas, 22 participantes se organizaram em círculo e realizaram movimentos que possibilitaram uma conexão consigo mesmos, sentindo cada passo e observando as reações. “Essa é uma roda de vivência, e o propósito dela é movimentar as nossas águas. A gente passa a cuidar quando nos relacionamos, quando sentimos e nos conectamos”, destacou a facilitadora Fernanda Carlini.

Após a dança, a programação seguiu com a realização de uma trilha de observação, declamação de poesia com a professora aposentada da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), Suely Cristina Lopes de Siqueira, visita virtual com a utilização de óculos 3D à Estação de Tratamento de Água (ETA), demonstração sobre aproveitamento de biolodo (plantio de mudas em cano), oficina terrário fechado, balsa ecológica e visita guiada ao Museu de História Natural.

“A população de Cuiabá recebeu o nosso convite, atendeu ao chamado e acolheu a proposta de se divertir e também aprender mais sobre o ciclo da água, como cuidar e como a água faz parte do nosso dia a dia”, avaliou a superintendente de Educação Ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Juliana Carvalho.

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A secretária adjunta de Gestão Ambiental da Sema, Luciane Bertinatto, ressaltou a importância da articulação para viabilização do evento. As ações contam com a parceria da concessionária Águas Cuiabá e apoio do Museu de História Natural, Prefeitura de Cuiabá, Programa Verde Novo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Fundação Ecotrópica e Instituto Federal de Educação de MT (IFMT).

“Mato grosso é grandioso e tem muitas entidades que querem ser parceiras e fazer um trabalho ambiental, mas é nos municípios que as coisas acontecem. Esse aqui é um exemplo de que juntos somos mais fortes para intensificarmos o trabalho socioambiental, contribuindo para que as cidades se tornem cada vez mais organizadas, mais limpas e conscientes com a questão ambiental”, afirmou a secretária adjunta.

Ainda como parte da programação, foi montado um laboratório em campo, às margens do rio Cuiabá, no fundo do Museu de História Natural de MT. Uma coleta pontual possibilitou a realização de pré-análise de uma amostra da água do rio, que apresentou turbidez bruta de 31.8, 31 graus de temperatura e 7.6 de PH. “A turbidez da água é aquela que tem sólidos em suspensão. Quanto mais sólido, mais a água demanda tratamento”, explicou o presidente da Fundação Eco Trópica, Ilvanio Martins.

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O ambientalista destacou a importância da iniciativa, que teve o envolvimento de pessoas de diversas idades, desde crianças a idosos. “É uma importância ilimitada, que alcança todos os setores da sociedade”.

Parque das Águas

No decorrer da tarde, as atividades serão no Parque das Águas, com oficinas de terrário e aproveitamento de biolodo e outro momento de visita virtual à ETA, permitindo que os participantes conheçam de forma interativa o processo de tratamento da água.

Ainda na programação, pintura livre, mosaico de água em Cuiabá, exposição de desenho do concurso Água Viva, arborização urbana, distribuição de muda, jogo trilha legal do tuiuiú e apresentações culturais.

O concurso de desenho envolveu as escolas municipais e foi promovido pela Prefeitura de Cuiabá em parceria com a Sema. Os finalistas foram selecionados por uma equipe de servidores da prefeitura e da Sema.

Uma ação para adoção de animais realizada pela Bem-Estar Animal em parceria com a Ong É O Bicho MT também faz parte da programação. Ao todo, 30 animais, entre cães e gatos, estarão disponíveis para a adoção, grande parte ainda filhotes.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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