MATO GROSSO

Operação Golden cumpre 18 ordens judiciais contra investigados por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

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A Polícia Civil cumpre, na manhã desta quinta-feira (13.3), 18 ordens judiciais, na Operação Golden, que tem como alvos criminosos investigados por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais.

A ação é realizada por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), com apoio da Delegacia Especial de Fronteira (Defron).

As ordens judiciais, sendo nove mandados de busca e apreensão, dois de prisão preventiva e sete de bloqueios judiciais, foram expedidas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo) da capital, e são cumpridas nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande.

As investigações que resultaram na operação iniciaram após a prisão em flagrante de um casal envolvido no tráfico de drogas, no dia 19 de abril de 2024, em Cuiabá. Na ocasião, durante cumprimento de mandado de busca e apreensão, foram apreendidas porções de drogas e aparelhos eletrônicos.

Com o aprofundamento das investigações, os policiais da Denarc reuniram elementos que apontavam a ligação do casal com outros suspeitos, associados ao tráfico de drogas, inclusive com a utilização de um estabelecimento comercial (mercado) para recebimento de valores de transações de comércio de entorpecentes.

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As investigações apontaram que o casal e outros suspeitos se associaram para atuar com os crimes de tráfico e lavagem de capitais, inclusive com a dissimulação de recebimentos de valores em contas de terceiros.

Com base nos levantamentos, foi realizada a representação para o cumprimento dos mandados de prisão preventiva e mandados de busca e apreensão com o bloqueio de contas dos investigados.

A operação está dentro da Operação Inter Partes, que integra o planejamento da Polícia Civil de Mato Grosso para enfrentamento à criminalidade, dentro do Programa Tolerância Zero do Governo para combate à atuação de facções criminosas no Estado.

Os trabalhos reforçam a confiança da população em continuar denunciando e no combate às facções criminosas e ao combate ao tráfico de drogas. Denúncias que podem ser realizadas via Disque 181.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Justiça determina regularização do Aeroporto Municipal de Juína

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A Justiça acolheu o pedido de tutela provisória de urgência formulado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) em ação civil pública ajuizada contra o Município de Juína para promover a regularização físico-operacional e administrativa do Aeroporto Municipal. A decisão foi proferida pela juíza substituta Gabriella Andressa Moreira Dias de Oliveira e reconhece a necessidade de adoção de providências imediatas para garantir maior controle administrativo, preservação patrimonial e avaliação técnica das condições do aeródromo. A ação foi proposta pela 1ª Promotoria de Justiça Cível de Juína, por meio do promotor de Justiça Dannilo Preti Vieira, após a instauração de inquérito civil, que apurou uma série de irregularidades relacionadas à infraestrutura, acessibilidade, segurança operacional, conservação, controle de acesso, organização administrativa e utilização patrimonial do aeroporto.Durante as investigações, o Ministério Público reuniu informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Relatório Técnico nº 735/2026, elaborado pelo Centro de Apoio Técnico à Execução (CAEx/MPMT), que apontou problemas como ausência de rota acessível contínua entre estacionamento, terminal e área de embarque, inexistência de sanitários adaptados, deterioração de estruturas, falhas no cercamento e no controle de acesso, além da falta de mecanismos adequados para registro das operações e formalização da ocupação das áreas aeroportuárias.Conforme destacado na ação, também foram identificadas deficiências na gestão patrimonial do aeroporto, sem comprovação da existência de sistema confiável para controle das operações particulares, identificação dos ocupantes dos hangares e formalização jurídica da utilização das áreas públicas. O Ministério Público defendeu que essas situações comprometem a segurança, a transparência administrativa e a adequada conservação do patrimônio público. Na decisão, a magistrada considerou presentes os requisitos para a concessão parcial da tutela de urgência, especialmente diante da necessidade de preservação do patrimônio público, da organização administrativa do serviço e da obtenção de um diagnóstico técnico atualizado sobre as condições do aeroporto.Entre as determinações impostas ao Município de Juína está a proibição de autorizar novas ocupações exclusivas, renovar ocupações informais ou ceder gratuitamente hangares, pátios, salas, terminais ou outras áreas do aeroporto a pessoas físicas ou jurídicas privadas, salvo hipóteses legalmente autorizadas. Também foi determinada a preservação integral de todos os documentos e registros relacionados às operações aeroportuárias e à utilização das áreas do aeródromo. A Justiça ainda determinou que, no prazo de 30 dias, o município apresente a estrutura administrativa responsável pela gestão do aeroporto, identificando os responsáveis pelas áreas operacional, manutenção, emergência, segurança, meio ambiente, acessibilidade e gestão patrimonial, além de informar como é realizado o controle das operações.No prazo de 60 dias, deverá ser apresentado inventário preliminar dos hangares e demais áreas ocupadas, contendo informações sobre usuários, aeronaves, instrumentos de ocupação, pagamentos eventualmente realizados e despesas relacionadas ao consumo de água e energia.Já em até 90 dias, o Município deverá entregar avaliação técnica atualizada das condições do terminal de passageiros, das instalações elétricas e sanitárias, da estrutura do reservatório de água, dos sistemas de proteção contra incêndio e descargas atmosféricas, do cercamento, do controle de acesso, da acessibilidade e da drenagem, com identificação dos riscos existentes e indicação das providências consideradas necessárias pelos profissionais responsáveis.Outra medida determinada pela Justiça é a comunicação ao juízo, em até 10 dias após sua realização, dos resultados da visita técnica prevista para setembro no âmbito do Programa AmpliAR, acompanhada dos relatórios e documentos produzidos durante a atividade.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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