A 41ª edição da Operação Lei Seca, realizada nesta quarta-feira (26.11), fiscalizou motocicletas e prendeu quatro pessoas, sendo uma por tráfico e três por embriaguez, durante ação na Avenida Doutor Paraná, em Várzea Grande.
Durante a ação destinada à fiscalização de motocicletas, os agentes realizaram 256 testes de alcoolemia, resultando em 69 Autos de Infração de Trânsito (AIT). Das 253 motocicletas fiscalizadas, 52 foram autuadas e 45 removidas.
Dentre as autuações estão: duas por condução de veículo sob efeito de álcool, 20 por não possuírem habilitação e 31 por transitarem com veículos sem registro ou não licenciados, além de três por embriaguez. Nenhuma pessoa se recusou a fazer o teste de alcoolemia.
Tráfico
O condutor preso por tráfico de drogas, abordado durante a ação, passou pelo teste de alcoolemia com resultado negativo, porém, ao encostar sua motocicleta, deixou cair algumas porções de maconha.
Ao ser conduzido à viatura, outros envelopes de substância análoga à pasta-base caíram de um fundo falso do capacete. Ao todo, foram apreendidas 16 porções de maconha e oito de pasta-base de cocaína.
O suspeito foi conduzido à Delegacia de Polícia, onde ficou à disposição da Justiça.
Operação Lei Seca
A Operação Lei Seca é uma ação coordenada pelo Gabinete de Gestão Integrada (GGI), vinculado à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), com apoio do Batalhão de Trânsito (BPMTran), Delegacia de Trânsito, Departamento de Trânsito, Sistema Socioeducativo, Policial Penal, Corpo de Bombeiros, Politec e Guarda Municipal de Várzea Grande.
O documentário Memórias de Alda, que retrata a vida de Alda Vanique e Diacuí Kalapalo no contexto da Expedição Roncador-Xingu (1943-1953) e da Marcha para o Oeste, será lançado nesta sexta-feira (17.4), às 19h, no cinema Cine Laser, em Barra do Garças, com entrada gratuita. O curta-metragem foi financiado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), com recursos do edital Diretor Estreante – edição Lei Paulo Gustavo.
Com direção da documentarista Fátima Rodrigues e pesquisa da jornalista Carina Benedeti, a produção mergulha na história das duas mulheres, cujas vidas foram marcadas por relações matrimoniais e por tensões culturais no Brasil de meados do século XX.
Casada com o coronel Flaviano de Mattos Vanique, líder da expedição Roncador-Xingu, Alda Vanique teve a união pautada por conveniências familiares e por dificuldades de adaptação cultural, que culminaram em seu trágico suicídio de após a mudança para o interior de Mato Grosso.
O documentário também recupera a história de Diacuí, indígena do povo Kalapalo, que se casou com o sertanista Ayres Cunha na Igreja da Candelária, no Rio de Janeiro. O evento midiático reuniu mais de 10 mil pessoas e, na época, a imprensa tratou o episódio como a primeira união entre “civilizados” e “selvagens”, termos que refletiam o racismo estrutural do período.
As histórias de Alda Vanique e Diacuí Kalapalo estão interligadas pelos conflitos socioculturais enfrentados por ambas durante o casamento. Embora não se conhecessem, suas trajetórias, marcadas por tragédias conjugais em 1946 e 1953, influenciaram os rumos da Marcha para o Oeste e da política indigenista brasileira.
Para Carina Benedeti, o filme retrata encontros e desencontros de um Brasil ainda em processo de reconhecimento de si mesmo, “evidenciando conflitos de gênero construídos ao longo da história”, comenta.
Segundo Fátima Rodrigues, o filme propõe um diálogo entre pesquisadores, historiadores e familiares de expedicionários, buscando analisar como a instituição do casamento esteve atrelada a aspectos socioeconômicos e culturais da época.
“Mesmo em contextos distintos, as histórias de Alda e Diacuí se entrelaçam ao marcar os rumos de uma das maiores expedições de ocupação do interior do país”, pontua a cineasta.
Para contextualizar os relatos, foram realizadas gravações nas cidades de Nova Xavantina (MT), Barra do Garças (MT), Cuiabá (MT), Porto Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ). O filme recebeu apoio do projeto de extensão Núcleo de Produção Digital da Universidade Federal de Mato Grosso, campus Araguaia.
Fátima Rodrigues explica que a exibição gratuita no cinema local busca democratizar o acesso à sétima arte e fortalecer a produção local.
“É uma oportunidade de ocupar um espaço onde majoritariamente circulam filmes estrangeiros, mostrando que o cinema produzido em Barra do Garças também pertence ao circuito exibidor”, finaliza.
Serviço: Evento: Lançamento do documentário Memórias de Alda Quando: sexta-feira (17.4), às 19h Local: Sala 02 do Cine Laser, Barra Center Shopping – Barra do Garças Entrada: Gratuita (retirada de ingressos 15 minutos antes da sessão) Destaque: Haverá distribuição gratuita de pipoca aos participantes
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