A 41ª edição da Operação Lei Seca, realizada nesta quarta-feira (26.11), fiscalizou motocicletas e prendeu quatro pessoas, sendo uma por tráfico e três por embriaguez, durante ação na Avenida Doutor Paraná, em Várzea Grande.
Durante a ação destinada à fiscalização de motocicletas, os agentes realizaram 256 testes de alcoolemia, resultando em 69 Autos de Infração de Trânsito (AIT). Das 253 motocicletas fiscalizadas, 52 foram autuadas e 45 removidas.
Dentre as autuações estão: duas por condução de veículo sob efeito de álcool, 20 por não possuírem habilitação e 31 por transitarem com veículos sem registro ou não licenciados, além de três por embriaguez. Nenhuma pessoa se recusou a fazer o teste de alcoolemia.
Tráfico
O condutor preso por tráfico de drogas, abordado durante a ação, passou pelo teste de alcoolemia com resultado negativo, porém, ao encostar sua motocicleta, deixou cair algumas porções de maconha.
Ao ser conduzido à viatura, outros envelopes de substância análoga à pasta-base caíram de um fundo falso do capacete. Ao todo, foram apreendidas 16 porções de maconha e oito de pasta-base de cocaína.
O suspeito foi conduzido à Delegacia de Polícia, onde ficou à disposição da Justiça.
Operação Lei Seca
A Operação Lei Seca é uma ação coordenada pelo Gabinete de Gestão Integrada (GGI), vinculado à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), com apoio do Batalhão de Trânsito (BPMTran), Delegacia de Trânsito, Departamento de Trânsito, Sistema Socioeducativo, Policial Penal, Corpo de Bombeiros, Politec e Guarda Municipal de Várzea Grande.
A Promotoria de Justiça de Sapezal (500 km de Cuiabá) comemorou a sanção de duas leis municipais voltadas à proteção, ao acolhimento e à promoção dos direitos das mulheres. As novas normas representam um importante avanço nas políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero e reforçam o compromisso do município com a construção de uma rede de proteção cada vez mais efetiva. Em comemoração ao Agosto Lilás e aos 20 (vinte) anos da Lei Maria da Penha, as leis foram sancionadas na sexta-feira (28) e são resultado da atuação conjunta da Rede Municipal de Proteção à Mulher, formada por instituições e profissionais que trabalham na promoção dos direitos femininos e no combate à violência contra as mulheres. Uma das normas institui o Organismo de Políticas Públicas para Mulheres (OPM), estrutura que terá a missão de fortalecer a formulação, a coordenação e a execução de ações voltadas às mulheres de Sapezal. A iniciativa busca ampliar a integração entre os diversos órgãos públicos e garantir maior efetividade às políticas de promoção da igualdade de gênero, proteção e cidadania. A segunda lei estabelece medidas de auxílio e proteção a mulheres em situação de risco ou vítimas de assédio em estabelecimentos comerciais do município. A proposta prevê mecanismos de acolhimento, respeito, empatia e apoio, contribuindo para que mulheres que enfrentem situações de violência ou constrangimento possam receber assistência de forma rápida e segura. Para a Promotoria de Justiça, a aprovação do pacote legislativo representa um marco histórico para o município e demonstra o compromisso das instituições locais com a prevenção da violência e a defesa dos direitos das mulheres. As novas normas ampliam os instrumentos de proteção disponíveis e fortalecem a atuação integrada da rede de atendimento. O fortalecimento dessas iniciativas é especialmente relevante diante do cenário estadual, onde Mato Grosso ocupa o primeiro lugar em feminicídios. Dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso, apontam que até 30 de junho de 2025 foram registrados 28 feminicídios no estado, sendo que mais de 70% dos crimes ocorreram dentro das residências das vítimas. Os levantamentos também mostram que, na maioria dos casos, os autores mantinham ou mantiveram relacionamento afetivo com as mulheres assassinadas, evidenciando que a violência doméstica continua sendo uma das principais ameaças à vida das mulheres mato-grossenses. Diante dessa realidade, a criação e o fortalecimento de políticas públicas municipais voltadas à prevenção, acolhimento e proteção das vítimas tornam-se ferramentas fundamentais para enfrentar a violência de gênero e promover uma cultura de respeito e garantia dos direitos das mulheres.
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