Equipes da Patrulha Rural do 9º Comando Regional fecharam um garimpo ilegal em funcionamento na zona rural de Alta Floresta, na tarde desta quarta-feira (7.1). Na ação, três homens foram presos em flagrante e duas armas de fogo, mercúrio e demais materiais usados na extração ilegal de minério foram apreendidos.
De acordo com o boletim de ocorrência, policiais do 8º Batalhão se deslocaram para uma fiscalização ambiental após receberem denúncias sobre a existência de um garimpo em uma fazenda localizada nas proximidades da rodovia MT-326.
Os militares realizaram diligências e constataram o funcionamento da extração ilegal de minério, onde máquinas e motores de jatos de água estavam operando. Ainda no local, os três suspeitos foram encontrados e abordados.
Na revista ao grupo, nada de ilícito foi encontrado. Já na verificação ao acampamento montado pelo trio, a PM encontrou uma espingarda adaptada para calibre 22 e uma espingarda de calibre 28.
Também foram encontradas grandes quantidades da substância mercúrio, que é altamente nociva ao meio ambiente, utensílios utilizados para a prática do garimpo e galões contendo óleo diesel para o funcionamento das máquinas.
Os suspeitos não se pronunciaram sobre a prática do garimpo e receberam voz de prisão, sendo conduzidos para a delegacia da cidade, com todo o material apreendido, para registro da ocorrência e demais providências.
Os motores e materiais maiores não puderam ser apreendidos, devido as dificuldades para remoção, e foram inutilizados no próprio local, conforme legislação ambiental pertinente.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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