MATO GROSSO

Pesquisador da Unemat figura em ranking global

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O professor e pesquisador Juliano André Bogoni, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), conquistou a 20ª posição na especialidade em mamíferos do ranking de pesquisadores Highly Ranked Scholars, publicado pela ScholarGPS.

O Highly Ranked Scholars compila os autores mais produtivos (em número de publicações), cujos trabalhos têm profundo impacto (em número de citações) e a mais alta qualidade (Índice-H). O ranking analisa mais de 30 milhões de perfis acadêmicos, que abrange mais de 200 milhões de publicações acadêmicas registradas em mais de 350 mil especialidades, 177 disciplinas e 14 áreas. Os dados usados baseiam-se na atividade dos últimos cinco anos, ponderando cada publicação e citação pelo número de autores e excluindo autocitações.

“O interessante deste índice é que ele exclui a autocitação, ou seja, ele só conta citações das publicações que não sou eu que faço, por isso ele é um índice interessante e está sendo bem aceito pela comunidade científica”, declara Bogoni que atua no curso de Ciências Biológicas do câmpus de Cáceres, no Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA) e no Programa de Pós-Graduação da Rede em Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal (Bionorte).

O biólogo explica que sua pesquisa trabalha com muitos aspectos da biodiversidade ao longo dos três biomas do Estado de Mato Grosso e também na Mata Atlântica. “O único bioma que eu não trabalhei presencialmente ainda foi a Caatinga”, conta o professor. “Minha pesquisa está mais voltada para esta parte de inventários de fauna, padrões de diversidade, composição de espécies, de conflito humano-fauna, mas que, na maioria das vezes, tento também colocar uma aplicabilidade, algo prático em relação ao manejo de paisagens, de fauna e tudo mais”, diz Bogoni.

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O pesquisador possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade do Contestado (UnC), em Santa Catarina, e mestrado e doutorado em Ecologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), além de três pós-doutorados: pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), pela Universidade de São Paulo (USP) e pela Universidade de East Anglia, no Reino Unido, bem como especialização em Data Science e Analytics pela USP e em Biologia da Conservação da Natureza pela Universidade de Passo Fundo (UPF), no Rio Grande do Sul.

Não é a primeira vez que o pesquisador tem seu trabalho reconhecido: ele conquistou o segundo lugar da segunda edição do Prêmio MapBiomas, em 2020, e o segundo lugar no Prêmio Darrel Posey da Sociedade Brasileira de Etnobiologia e Etnoecologia, em 2016.

Professor visitante na Unemat, atua no Laboratório de Mastozoologia com o professor Manoel Santos Filho, já tendo atuado em diversas universidades, como a britânica Universidade de East Anglia, federais como as de Mato Grosso do Sul (UFMS), de Minas Gerais (UFMG), da Paraíba (UFPB), e de Santa Catarina (UFSC); estaduais como as do Rio de Janeiro (Uerj) e de São Paulo (USP); e particulares como as do Contestado (UnC), de Passo Fundo (UPF) e do Sul de Santa Catarina (UniSul), bem como no Instituto Espaço Silvestre (IES) e na Sociedade Brasileira de Mastozoologia (SBMZ).

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A pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Unemat, Áurea Ignácio, explica que, para o fortalecimento e consolidação dos programas de pós-graduação, a Universidade contrata professores visitantes como uma estratégia de aumento e fortalecimento. “O professor Juliano Bogoni possui forte expertise em publicações de circulação internacional e orienta alunos de mestrado e doutorado em dois dos nossos programas, o que garantiu este excelente resultado, inserindo a Unemat no cenário mundial de fortes publicações na área de mamíferos”, enfatiza a pró-reitora.

A ScholarGPS contabilizou 52 publicações do pesquisador da Unemat, com 1.125 citações e um Índice-H de 18. Na classificação do ranking, o pesquisador é categorizado na área de Ciências da Vida e na disciplina de Ciências Ambientais. A plataforma também cataloga as principais especialidades de cada pesquisador, atribuindo a Bogoni especialidade em mamíferos, biodiversidade, biologia da conservação, florestas, habitats e Mata Atlântica.

Em todo o mundo, foram classificados somente 24 pesquisadores de 12 países: oito dos Estados Unidos, quatro da Itália, dois do Reino Unido e dois do Brasil, com Argentina, Austrália, Áustria, China, Colômbia, Japão, Rússia e Suíça tendo classificado um pesquisador cada.

A outra pesquisadora brasileira é Katia Maria Paschoaletto Micchi de Barros Ferraz, da Universidade de São Paulo, que conquistou a 10ª colocação.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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