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Pesquisadores de Mato Grosso buscam eliminar Salmonella em peixes nativos

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Pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Nutrição, Alimentos e Metabolismo, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), realizam estudos para determinar o ponto ideal de uso de hipoclorito de sódio (NaCIO) no processamento de peixes nativos, visando reduzir a contaminação por Salmonella spp., um microrganismo que pode causar doenças em consumidores.

“Embora a Salmonella não seja parte natural da microbiota de peixes, estudos indicam que eles podem atuar como hospedeiro assintomáticos, provocando contaminação cruzada durante o processamento industrial. Para enfrentar esse risco, a pesquisa avaliou o efeito de diferentes concentrações de cloro, tempo de exposição e temperaturas da água durante o abate”, explicou a doutoranda Nathaly Barros Nunes.

O projeto de pesquisa é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat).

Nathaly Barros Nunes, atualmente da área de Higiene, Tecnologia e Microbiologia de Alimentos, explica que “o método adotado é o Delineamento Composto Rotacional (DCCR), que contempla 19 experimentos para testar combinações de variáveis e identificar o protocolo mais eficaz de inativação da bactéria”.

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A cepas utilizadas são a Salmonella Enteritidis ATCC isolada de peixes híbridos tambatinga (Colossoma macropomum x Piaractus brachypomus) e Salmonella Schwarzengrund.

A expectativa foi desenvolver um protocolo tecnológico otimizado que possa ser aplicado em frigoríficos de pescado em todo o estado, aumentando a segurança alimentar e a produtividade, ao mesmo tempo aumentando o valor econômico aos produtos regionais.

“Os testes mostraram que seguindo a recomendação oficial no Brasil, usar 5 partes por milhão de hipoclorito de sódio (mesmo princípio ativo da água sanitária) durante 5 minutos e a 5°C, é possivel reduzir uma carga microbiana considerável de aproximadamente 100 milhões de colônias da bactéria nas análises in vitro”, afirmou.

“Concluímos que a concentração de NaClO recomendada no Brasil é efetiva desde que sejam respeitados os parâmetros de tempo de exposição e temperatura”, finalizou a pesquisadora.

De acordo com o coordenador do projeto e do Laboratório de Microbiologia Molecular de Alimentos da Faculdade de Nutrição da UFMT, doutor Eduardo Figueiredo, “a iniciativa tem impacto direto na saúde pública, na economia regional, bem como no desenvolvimento tecnológico do setor de aquicultura”.

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Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Mato Grosso pratica menor alíquota de ICMS do país; preço dos combustíveis é resultado de fatores de mercado

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Mato Grosso pratica a menor alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do país sobre o etanol hidratado. No estado, a alíquota é de 10,5%, enquanto nos demais estados a carga tributária varia entre 12% e 22%.

O preço dos combustíveis pago pelo cidadão é influenciado por diversos fatores da cadeia produtiva, que vão desde o valor do petróleo no mercado internacional até os custos de distribuição, revenda e a incidência de tributos federais e estaduais, que variam conforme o produto.

Entre os benefícios concedidos na cadeia de combustíveis, destaca-se o setor de aviação, que conta com redução da base de cálculo do ICMS sobre o querosene de aviação (QAV), resultando em carga tributária entre 2,72% e 7%, com finalidade de fomentar a aviação regional, conforme critérios previstos na legislação.

Também recebem incentivos o gás natural (GNV), com carga reduzida de 2%, e o etanol anidro produzido no estado, que conta com abatimento de R$ 0,23 por litro no valor do ICMS devido.

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Apesar de compor o preço final, o tributo estadual é apenas um dos elementos do valor pago pelo consumidor. Entre os principais fatores que influenciam o preço estão o custo de produção ou importação do combustível, a política de preços das refinarias, além das despesas com transporte, armazenamento e a margem de lucro de distribuidores e postos revendedores.

Além disso, também há incidência de tributos federais, como PIS/Cofins, que integram a composição do preço.

A forma de tributação também influencia essa composição. Para combustíveis como gasolina, etanol anidro, diesel, biodiesel e gás liquefeito de petróleo (GLP), o ICMS segue o modelo ad rem, definido pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), com valor fixo em reais por litro. Nesses casos, o imposto é recolhido uma única vez na cadeia, geralmente na etapa de produção ou importação.

Já para o querosene de aviação (QAV), o etanol hidratado e o gás natural (GNV e GNL), a tributação é sobre o valor do produto. Nesses casos, o cálculo do ICMS utiliza o Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF), apurado pela Secretaria de Fazenda (Sefaz), que reflete os preços efetivamente praticados no mercado.

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Assim, quando há redução nos preços ao consumidor, o PMPF também diminui, resultando em menor base de cálculo do ICMS e, consequentemente, em menor valor de imposto a ser recolhido. Da mesma forma, aumentos nos preços praticados levam à elevação do indicador.

Fonte: Governo MT – MT

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