A Procuradoria Geral do Estado (PGE) arrecadou R$ 11,5 milhões em acordos de negociação por dívida ativa por meio da transação tributária, uma nova forma de renegociação de débitos com a administração pública em Mato Grosso, em vigor desde dezembro do ano passado.
Conforme números da Subprocuradoria da Área Fiscal da PGE, o montante se refere a 20 negociações realizadas com a procuradoria nos últimos três meses.
O valor representa cerca de 13% do total de R$ 88,8 milhões em 19.727 negociações, também realizadas por meio de outros programas e ações da PGE somente em 2025, com contribuintes em débitos com o Estado.
A transação tributária, sancionada pela lei complementar nº 802/2024, estabelece que o Estado e os contribuintes inscritos na dívida ativa, sejam pessoas físicas ou jurídicas, resolvam os litígios relativos à cobrança de créditos públicos de forma mais individualizada e considerando as peculiaridades de cada caso concreto.
Na última semana, a PGE participou de uma discussão relacionada à transação tributária, organizada pela Frente Parlamentar do Comércio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio-MT), em Cuiabá. Estiveram reunidos membros do Estado, especialistas, políticos e empresários.
Representando o Estado, o procurador do Estado e subprocurador-geral da área fiscal da PGE, Jenz Prochnow Júnior, e o procurador Yuri Nadaf Borges apontaram que a transação tributária é mais um mecanismo oferecido pelo Estado para a solução de débitos fiscais.
“A transação tributária já existia em outros Estados, inclusive em alguns municípios, mas aqui não. É mais um mecanismo para deixar a empresa em condições de operar, gerar emprego e renda, além da administração pública receber os créditos que lhe compete. Nós temos que viabilizar mecanismos dessa solução e uma delas é a transação tributária”, pontuaram.
Foto: JLSiqueira/ALMT
O contribuinte pode conseguir a regularização por meio de outras ações e projetos, como a Recuperação de Créditos Tributários (Refis), a Semana Regularização Tributária e outros mutirões fiscais, onde a transação tributária também começa a ser aplicada.
“São vários mecanismos que a administração pública oferece para a recuperação das empresas e cidadãos. Nós, da Procuradoria Geral do Estados, estamos imbuídos na solução administrativa dos débitos oferecendo descontos, parcelamentos e flexibilizando algumas questões para que o contribuinte possa realmente fazer essa transação tributária. Interessa ao Estado o recolhimento de tributos e o contribuinte estar em dia com suas obrigações. Todo administrador público quer um Estado pujante, que gera emprego e renda aqui dentro da nossa sociedade”, concluíram.
A 25ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), por meio da sua Comissão da Mulher Advogada, lançou a nova Cartilha da Lei Maria da Penha, que apresenta informações e orientações, além de buscar conscientizar a população de Nova Mutum e região sobre a violência doméstica e os mecanismos de proteção às vítimas. “Informação, proteção e consciência podem salvar vidas”, destaca a vice-presidente da 25ª Subseção, Suzye Maria José Conceição Martins do Nascimento.
As advogadas Suzye Martins do Nascimento, Vanessa Stefani e Jéssica Portes, que são integrantes da Comissão da Mulher Advogada da OAB de Nova Mutum, alertam que a violência contra a mulher nem sempre começa com um tapa, um soco ou uma agressão física. Muitas vezes, ela surge de maneira silenciosa, por meio de ciúmes excessivos, controle, humilhações, ameaças, isolamento e chantagens emocionais.
“Infelizmente nós estamos em um estado que é ranqueado nesse tema de violência doméstica”, pontua Vanessa Stefani ao defender que o assunto deve permanecer em evidência para ampliar a conscientização da sociedade. Para ela, o enfrentamento à violência contra a mulher precisa ocorrer durante todo o ano e não apenas no mês de agosto, período tradicionalmente associado às campanhas de conscientização sobre o tema.
A advogada Jéssica Portes lembra que a violência costuma começar nos “pequenos detalhes”, citando que comportamentos aparentemente banais podem evoluir para situações mais graves. “São nos pequenos detalhes que a violência começa”.
Na cartilha, a Comissão da Mulher Advogada registra que entre os sinais que devem servir de alerta estão ciúmes excessivos, controle sobre o que a mulher fala, faz ou veste, isolamento de amigos e familiares, invalidação dos sentimentos e chantagem emocional.
A vice-presidente da OAB de Nova Mutum, Suzye Martins do Nascimento, afirma que o comportamento controlador muitas vezes é apresentado pelo agressor como uma demonstração de carinho ou preocupação.
“Impedir a mulher de frequentar determinados lugares, encontrar amigas ou familiares, ir à academia ou até escolher livremente suas roupas pode representar uma forma de controle”, explica Suzye.
Confira aqui a Cartilha e saiba mais sobre o tema.
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Judite Rosa Assessoria de Imprensa OAB-MT Celular/WhatsApp: 65-99610.7865 [email protected] Instagram @oabmatogrosso
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