A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (25.11), em Itaúba, a Operação Sangria, para cumprimento de cinco mandados judiciais em desfavor de um casal faccionado e envolvido em crimes na região norte de Mato Grosso.
A ação foi realizada pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop. Foram cumpridos três mandados de prisão preventiva, um mandado de busca e apreensão domiciliar, além de medida cautelar de quebra de sigilo de dados telefônicos.
A mulher, de 31 anos, é investigada por integrar uma facção criminosa e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Em desfavor da suspeita também foi deferida a medida cautelar para extração de dados do seu aparelho celular.
O segundo alvo, de 27 anos, vinha sendo procurado por dois mandados de prisão preventiva pelos crimes de homicídio e tráfico de drogas. Com os suspeitos foram apreendidos os celulares e uma porção de maconha.
Conforme o delegado titular da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop, Eugênio Rudy Júnior, ambos são membros de uma facção e mantinham um relacionamento amoroso.
“A suspeita foi localizada em uma residência no perímetro urbano de Itaúba. O namorado foi surpreendido pelos policiais civis em uma chácara situada nas proximidades da BR-163”, destacou o delegado Eugênio Rudy Júnior.
No momento da abordagem, o criminoso tentou resistir à prisão, porém foi contido pela equipe da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop.
Em seguida, o casal foi conduzido até a Delegacia de Itaúba para as providências cabíveis, sendo posteriormente apresentado e colocado à disposição da Justiça.
Renorcrim
A Operação faz parte das ações da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim). A rede reúne delegados titulares das unidades especializadas e promotores públicos dos 26 estados e Distrito Federal e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (DIOPI) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), para traçar estratégias de inteligência de combate de forma duradoura à criminalidade.
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) avançou na transparência e na sistematização de informações sobre mortes decorrentes de intervenção policial com a implementação de um painel desenvolvido no âmbito do Projeto Gipael – Olhar Atento (acesse aqui). A iniciativa é realizada em parceria com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) e busca aprimorar o controle externo da atividade policial no estado.A ferramenta foi apresentada durante reunião do grupo responsável pelo acompanhamento da execução da Resolução CNMP nº 310/2025, que estabelece diretrizes nacionais para o controle externo da atividade policial.O promotor de Justiça Henrique de Carvalho Pugliesi, que atua junto à Justiça Militar em Mato Grosso, destacou a importância da origem e da compreensão da base de dados, ressaltando a necessidade de transparência na apresentação das informações. “A identificação da fonte dos dados é essencial para dar segurança à análise. Quando se esclarece que a base é oriunda da Secretaria de Estado de Segurança Pública e que o Ministério Público atua na organização, leitura e controle dessas informações, o debate ganha precisão e transparência”, apontou.O painel reúne dados organizados por ano e por Região Integrada de Segurança Pública (Risp), permitindo análises mais precisas e o monitoramento contínuo dos indicadores relacionados à letalidade policial.Para o promotor de Justiça Reinaldo Rodrigues de Oliveira Filho, responsável pela tutela coletiva da segurança pública, a publicidade das informações é um elemento fundamental para o fortalecimento do controle externo e social. “A divulgação de informações organizadas, confiáveis e acessíveis permite ao Ministério Público exercer melhor sua função constitucional e contribui para um debate público qualificado, baseado em evidências”, afirmou.Já o coordenador do grupo de trabalho e promotor de Justiça auxiliar da Corregedoria-Geral do Ministério Público, Tiago de Sousa Afonso da Silva, ressaltou o caráter estratégico da ferramenta. “O painel representa uma entrega institucional relevante ao transformar uma obrigação normativa em instrumento concreto de transparência, planejamento e controle externo. A análise dos dados deve ser contínua, com metodologia clara e atualização permanente”, destacou.Para o MPMT, a sistematização das informações representa um passo importante para qualificar o debate público, orientar a atuação institucional e contribuir para o fortalecimento de um controle externo da atividade policial baseado em evidências. A expectativa é ampliar a transparência, fortalecer a cooperação entre as instituições e possibilitar um acompanhamento mais efetivo dos indicadores pela sociedade.
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