A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta segunda-feira (6.4), a Operação Lex Silentii, para cumprimento de dois mandados de prisão preventiva dentro de investigações de crimes de ameaça, roubo e cárcere privado, ocorrido no município de São José do Xingu.
As ordens judiciais foram decretadas pela Comarca de Porto Alegre do Norte com base em investigações conduzidas pela Delegacia de São José do Xingu com apoio da Delegacia Regional de Vila Rica. Os investigados responderão pelos crimes de roubo majorado, corrupção de menores e coação no curso do processo.
Os crimes praticados contra uma vítima de 50 anos de idade, ocorreram no dia 26 de março, no alojamento de uma empresa em São José do Xingu. Quando foi submetida a restrição de liberdade, ameaças e subtração de bens por integrantes de facção criminosa atuante na região.
Na ocasião, três pessoas, entre elas um menor de idade, chegaram ao local à procura de alguém específico. Após a vítima informar que desconhecia a pessoa mencionada, foi imobilizada e mantida amarrada por aproximadamente uma hora e meia, sob o pretexto de “averiguação”, de eventual vínculo com facção rival.
Durante o período em que esteve com sua liberdade cerceada, os criminosos realizaram chamadas de vídeo com uma suposta liderança da facção criminosa, buscando orientação sobre o destino da vítima. Ao final, os autores deixaram o local levando o aparelho celular e a quantia de R$ 100.
No dia seguinte, a vítima compareceu à Delegacia de Polícia e registrou a ocorrência. Contudo, após tomarem conhecimento do fato e das diligências iniciais empreendidas pela Polícia Civil, integrantes da facção passaram a ameaçar a vítima de morte, com o intuito de intimidá-la e obstruir a atuação policial.
Com base nos elementos informativos reunidos nas investigações, o delegado de São José do Xingu, Onias Estevam representou pela prisão preventiva de dois suspeitos adultos envolvidos nos fatos, medida que foi prontamente deferida pelo Poder Judiciário. Durante o cumprimento do mandado de prisão de um deles, foram encontradas algumas pedras de crack e dinheiro em espécie, sendo, então, autuado por tráfico de drogas.
“É uma resposta rápida da Polícia Civil, que mostra que qualquer forma de intimidação contra a população não será tolerada e que todos aqueles que tentarem impedir ou embaraçar a atuação da Justiça serão rigorosamente investigados e responsabilizados na forma da lei”, disse o delegado.
Lex Silentii (Lei do Silêncio), faz referência à prática recorrente de facções criminosas de tentar impor o medo à população por meio de ameaças e punições severas, com o objetivo de impedir que vítimas e testemunhas procurem as autoridades públicas.
Uma operação integrada do Gefron, Polícia Federal e unidades das Polícias Militares de Mato Grosso e do Amazonas, apreendeu, nesta quinta-feira(30.4), no distrito de Lucialva, cerca de 500 quilos de drogas e gerou um prejuízo estimado em R$ 14,6 milhões às facções criminosas.
Lucialva é uma região de fronteira com a Bolívia e está localizada no município de Jauru, a 430 km de Cuiabá. Lá, as forças policiais acompanharam o pouso de uma aeronave em uma estrada vicinal e logo após flagraram um carregamento, que suspeitaram ser droga, sendo transferido no avião para uma caminhonete.
A aeronave, modelo Cesna, transportava 200 kg de pasta base de cocaína, e 297 kg de cloridrato de cocaína, que é a droga em seu estado de maior pureza. Durante a abordagem, dos três homens avistados no local, dois foram presos em flagrante, que fugiu para uma área de mata, continua sendo procurado por policiais do Gefron e da PM.
Além das drogas, foram apreendidos a aeronave, avaliada em R$ 3,5 milhões, e o veículo que transportaria o produtor por terra, uma caminhonete Toyota, modelo Hilux CD4x4, fabricada em 2013, de valor estimado em R$ 124 mil.
Os dois suspeitos presos e todo material apreendido foram trazidos para a Superintendência da Polícia Federal, em Cuiabá, para prosseguimento das investigações e outras providências cabíveis.
Essa operação faz parte dos programas Tolerância Zero às Facções Criminosas e Protetor das Fronteiras, dos governos de Mato Grosso e Federal, e teve como foco o combate aos crimes transfronteiriços entre Brasil e Bolívia. Nas atividades de apuração, constatação criminal e atuação em campo a ação integrou equipes do Grupo Especial de Fronteira(Gefron-MT), Grupo Investigações(GISE) da Polícia Federal, além de equipes do 12° Comando Regional da PMMT(Força Tática e Cia Raio) e Comando de Operações especiais(COE) e FICCO, da PM do Amazonas.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.