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Polícia Civil deflagra operação para apurar possível fraude em concurso público da Prefeitura de Novo Mundo

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A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (9.12), a Operação Múltipla Escolha, para apurar possíveis fraudes no concurso público realizado pela Prefeitura de Novo Mundo em 2024.

A ação, realizada pela Delegacia Regional de Guarantã do Norte, é um desdobramento direto da Operação Ludificatum, conduzida pela Delegacia de Ribeirão Cascalheira, que identificou indícios de manipulação no concurso realizado pela Prefeitura da cidade.

Durante o cumprimento de mandados na Ludificatum, foram apreendidos cartões-resposta referentes ao concurso de Novo Mundo em posse dos proprietários das empresas responsáveis pelas execuções dos certames.

O material apresentava sinais compatíveis com troca de cartões e possível direcionamento de aprovação para candidatos previamente selecionados, o que motivou a abertura de investigação específica para Novo Mundo.

Cumprimento de mandados

Na Operação Múltipla Escolha, foram cumpridos mandados de busca e apreensão visando à coleta e preservação de provas digitais, especialmente telefones celulares de pessoas relacionadas à execução do concurso e de candidatos aprovados.

Foram apreendidos cinco celulares. A presença de três membros da mesma família entre os aprovados e o vínculo direto de alguns deles com agentes municipais motivaram a adoção das medidas cautelares para assegurar a integridade das provas.

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“A operação tem como objetivo a preservação de elementos de prova capazes de confirmar ou afastar a hipótese de fraude. A Polícia Civil reafirma seu compromisso com a lisura dos concursos públicos, com a transparência e com a proteção do interesse coletivo, assegurando que todas as etapas da investigação ocorrerão dentro dos parâmetros legais e com respeito às garantias individuais”, afirmou o delegado Geraldo Gezoni.

Fonte: Governo MT – MT

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Polícia Civil cumpre 21 mandados contra grupo suspeito de golpes e lavagem de dinheiro

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6.5), a Operação Janus, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso estruturado para a prática de crimes de estelionato, integração a organização criminosa e lavagem de capitais.

Na operação, são cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e o bloqueio de contas bancárias de 21 suspeitos, além de ter sido decretada a indisponibilidade de valores até o limite de R$ 160 mil, com o fim de assegurar a recuperação dos ativos ilícitos e o ressarcimento dos prejuízos causados às vítimas.

As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá, com base em investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, que evidenciou a atuação coordenada e reiterada do grupo criminoso.

Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio do Leverger, além de cidades dos Estados de Minas Gerais e do Acre.

Modo de atuação

De acordo com as investigações, no mês de janeiro de 2024, duas vítimas foram alvos do denominado “golpe do terceiro intermediário”, modalidade de fraude caracterizada pela intermediação enganosa entre comprador e vendedor de veículo. Os golpistas simulam negociações legítimas para induzir as partes ao erro e obter vantagem ilícita.

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No curso das diligências, foi possível identificar o principal articulador do esquema criminoso, responsável pela criação de perfis falsos em redes sociais e pela coordenação das transações fraudulentas.

Os demais investigados atuavam como titulares de contas bancárias utilizadas para o recebimento dos valores ilícitos, ou como operadores na cadeia de lavagem de capitais. Ao todo, apurou-se a movimentação de aproximadamente R$ 160 mil, quantia subtraída das vítimas.

Lavagem de dinheiro

As investigações também revelaram que o grupo operava uma estrutura sofisticada de lavagem de dinheiro, utilizando múltiplas contas bancárias distribuídas em diversos estados do país, incluindo Mato Grosso, Minas Gerais, Acre, Rondônia e Rio de Janeiro.

Os valores eram submetidos a um processo de triangulação financeira, por meio de transferências sequenciais e fracionadas, com o objetivo de dificultar o rastreamento e a identificação da origem ilícita dos recursos.

O delegado Bruno Palmiro, responsável pelas investigações, destaca que a Operação Janus representa mais uma ação estratégica no enfrentamento qualificado aos crimes patrimoniais e financeiros.

“Especialmente aqueles praticados por meio de fraudes eletrônicas e estruturas organizadas, reafirmando o compromisso da Polícia Civil com a repressão à criminalidade complexa e a proteção do patrimônio da sociedade”, disse o delegado.

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Operação Janus

O nome da operação, “Janus”, faz referência a Jano, tradicionalmente representado com duas faces, e remete ao modus operandi do golpe do terceiro intermediário, no qual o fraudador se apresenta de forma distinta para cada uma das vítimas, conseguindo enganar tanto o vendedor quanto o comprador do veículo, manipulando informações e conduzindo a negociação de maneira fraudulenta.

Fonte: Governo MT – MT

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