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Polícia Civil desarticula grupo envolvido em sequestro, cárcere privado e tráfico em Mirassol d’Oeste

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Dois homens e um adolescente envolvidos em crimes de sequestro, cárcere privado, ameaça e tráfico de drogas foram detidos pela Polícia Civil, na quarta-feira (18.3), em ação realizada pela Delegacia de Mirassol d’Oeste.

A ação teve início após a equipe de investigadores ser acionada pelo Hospital Samuel Greve, de que um homem havia dado entrada em estado de exaltação e com sinais de abalo emocional, relatando à equipe médica que havia conseguido fugir de uma residência onde estava sendo mantido em cárcere por quatro homens, após ser amarrado e ameaçado de morte.

Ainda segundo informações, os suspeitos também buscaram a companheira da vítima, que também foi levada ao mesmo local, amarrada e mantida sob grave ameaça. Aproveitando um momento de desatenção dos suspeitos, a vítima do sexo masculino conseguiu se soltar e fugir pelo quintal da residência, buscando socorro no hospital, enquanto a companheira permaneceu em poder do grupo.

Diante da gravidade da situação e da possibilidade de a mulher ainda estar em cárcere privado pelos crimes, equipes da Polícia Civil, com apoio da Agência Local de Inteligência da Polícia Militar, iniciaram imediatamente diligências para localizar e prender os envolvidos. Logo em seguida, a segunda vítima foi liberada pelos criminosos e encontrada já quando estava a caminho de casa.

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Durante as buscas, os policiais foram até um imóvel no bairro Jardim São Paulo, local conhecido como “Pé da Serra”, apontado como possível ponto de comercialização de entorpecentes, entre maconha, pasta base e cocaína. No local, os investigadores localizaram quantidade considerável de drogas, além de documentos em nome de um dos suspeitos.

Na sequência, a equipe se dirigiu à residência do adolescente envolvido, que inicialmente se recusou a abrir a porta e demonstrou intenção de fugir, sendo necessária sua contenção. Questionado, o menor confessou participação no crime, confirmou o envolvimento dos demais suspeitos e indicou o endereço onde eles estariam escondidos.

Com base nas informações, os policiais se deslocaram até outra residência, onde localizaram e prenderam os suspeitos envolvidos apontados como integrantes do grupo responsável pelo sequestro e pelo tráfico de drogas na região.

Diante dos fatos, os dois suspeitos maiores de idade foram presos em flagrante e o adolescente foi apreendido, sendo conduzidos à Delegacia de Mirassol d’Oeste, onde o procedimento foi lavrado pelo delegado Gustavo Ataíde. As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos no crime.

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Fonte: Governo MT – MT

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“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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