MATO GROSSO

Polícia Civil prende em Rondonópolis dois homens condenados pela Justiça

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Dois homens procurados pela Justiça foram presos pela Polícia Civil, na segunda-feira (20.10), no município de Rondonópolis. As prisões foram realizadas pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Na primeira ação, o foragido, de 26 anos, estava com o mandado decretado pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Rondonópolis.

O jovem foi condenado a cumprir mais de 28 anos de reclusão pelo crime de latrocínio praticado no mês de fevereiro de 2023, e que resultou na morte de um caminhoneiro.

O crime

O corpo da vítima, identificada como Antônio Marcos Alves, de 52 anos, foi localizado em março de 2023, em avançado estado de decomposição, sob uma ponte no município de Pedra Preta.

Conforme apurado pela Polícia Civil, o caminhoneiro foi abordado por uma associação criminosa envolvida em roubos de cargas agrícolas na região sul do Estado.

A vítima saiu de Comodoro transportando uma carga de fertilizantes com destino a Rondonópolis, quando foi rendida e assassinada pelo grupo criminoso. O caminhão foi localizado abandonado em Campo Verde, e a carga, recuperada em uma propriedade rural da região.

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A investigação embasou a Operação Vida Dupla, deflagrada em março de 2023, pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, com o apoio da Polícia Civil de Santa Catarina.

Na ocasião, foram cumpridos 13 mandados judiciais em Rondonópolis, Campo Verde, e na cidade de Jaguaruna, no Estado de Santa Catarina. A operação teve como alvo o mandante do roubo seguido de morte, considerado o principal responsável pela morte do caminhoneiro.

Outra prisão

Na segunda ação, os policiais civis da DHPP de Rondonópolis, em apoio à Gerência Estadual de Polinter e Capturas, efetuaram a prisão de um homem, de 32 anos.

O procurado estava com o mandado expedido pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Rondonópolis, por regressão cautelar de regime em decorrência de condenação pelo crime de estelionato.

O suspeito foi localizado no momento em que embarcava em uma van comercial, prestando serviço para uma empresa de engenharia civil, com destino ao Estado do Mato Grosso do Sul.

Tolerância Zero

Após as prisões, ambos os condenados foram encaminhados à delegacia para as providências cabíveis e posteriormente apresentados e colocados à disposição do Poder Judiciário.

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As ações integram a Operação Tolerância Zero, iniciativa do Governo do Estado, com o objetivo de combater a criminalidade de forma rigorosa e abrangente, enfrentando o crime organizado, facções criminosas e reduzindo os índices de crimes violentos em todo o território mato-grossense.

A Polícia Civil reafirma seu compromisso permanente com o combate à criminalidade organizada, atuando de forma integrada para desarticular facções e grupos criminosos envolvidos em tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, roubos, furtos, estelionatos e homicídio.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

TAC garante encerramento de lixão e recuperação ambiental

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Querência, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no dia 31 de agosto, com o Município para garantir uma solução definitiva para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, o encerramento do antigo lixão municipal e a recuperação ambiental da área degradada.A atuação ministerial teve início em 2013, quando foi instaurado inquérito civil para apurar irregularidades no gerenciamento e na destinação final dos resíduos sólidos no município. Naquele mesmo ano, vistoria realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) constatou a disposição inadequada de resíduos em lixão a céu aberto, sem impermeabilização do solo, com infiltração de chorume, ocorrência de queimadas e presença de catadores no local.Mesmo após diversas tentativas de resolução extrajudicial, a situação persistiu. Diante disso, o Ministério Público ingressou, em 2020, com uma ação civil pública visando interromper a disposição irregular dos resíduos, assegurar a destinação ambientalmente adequada e promover a recuperação da área degradada.Nos últimos anos, o município passou a encaminhar os resíduos sólidos urbanos para um aterro sanitário licenciado localizado em Água Boa, medida que representou um importante avanço na política de gestão de resíduos. Contudo, segundo o MPMT, a mudança da destinação final não elimina os passivos ambientais acumulados ao longo de décadas de utilização do lixão, tornando necessárias ações para o encerramento técnico da área e sua recuperação ambiental.Foi nesse contexto que o Ministério Público e o Município construíram uma solução consensual voltada à reorganização da política municipal de resíduos sólidos. O TAC estabelece obrigações específicas, responsáveis, cronograma de execução, mecanismos de fiscalização e prazos para a implementação das medidas.Entre as ações previstas estão o encerramento definitivo do lixão, a elaboração de diagnóstico ambiental e do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a regularização e o licenciamento da estrutura de transbordo dos resíduos, a manutenção da destinação final em aterro sanitário licenciado, o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva dos catadores, o desenvolvimento de ações de logística reversa e a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de limpeza urbana.O acordo também prevê a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para coordenar e acompanhar a execução das medidas, além do cumprimento de etapas condicionadas aos processos de licenciamento e aprovação ambiental.Para garantir a efetividade do TAC, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo específico para monitorar o cumprimento das obrigações assumidas. Também foi elaborado um controle detalhado dos prazos, que será compartilhado com o Município e com o Conselho Municipal de Meio Ambiente para acompanhamento e fiscalização das ações.Segundo a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, o objetivo é solucionar de forma definitiva um problema ambiental que se arrasta há mais de uma década.“O TAC foi construído para ser efetivamente cumprido. Não se trata apenas de encerrar um processo ou de impedir o descarte de resíduos em determinado local. O encerramento de um lixão exige uma série de medidas, como a recuperação da área degradada, a mitigação dos passivos ambientais e a estruturação adequada do sistema de transbordo. Por isso, optamos por um acordo estrutural, com obrigações concretas, responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento permanente”, destacou.O cumprimento das obrigações será fiscalizado pelo Ministério Público, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O TAC prevê ainda a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento e estabelece multa diária em caso de descumprimento injustificado, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Com a formalização do acordo, o MPMT busca assegurar a execução de ações concretas para o encerramento definitivo do lixão, a recuperação ambiental da área degradada e a consolidação de um sistema municipal de manejo de resíduos sólidos ambientalmente adequado, sustentável e alinhado à legislação vigente.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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