A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, nesta quinta-feira (16.1), mais um autor de violência doméstica que descumpriu medidas protetivas contra a ex-companheira de 26 anos, em Cuiabá. Ele foi preso pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher da capital.
O agressor, de 23 anos, teve o mandado de prisão preventiva decretado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A ordem de prisão foi decretada com base em representação feita pela Delegacia da Mulher, após a vítima procurar a unidade relatando que o ex-companheiro não respeitava as determinações judiciais de afastamento e continuava aproximando-se e mantendo contato indevido com ela.
As condutas representavam risco concreto à integridade física e psicológica da vítima, que se encontrava em constante estado de medo e vulnerabilidade. Segundo os elementos apurados, ele não acreditava que pudesse ser punido em razão do descumprimento das medidas protetivas.
Diante da reiterada violação das medidas protetivas e da gravidade dos fatos, foi representado pela prisão preventiva do suspeito, que foi decretada pela Justiça e cumprida pela equipe de investigadores da DEDM Cuiabá.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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