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Polícia Civil prende homem suspeito de furtos a empresas em Várzea Grande

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A Polícia Civil prendeu, nessa segunda-feira (2.2), um homem de 47 anos, suspeito de praticar diversos furtos na região de Várzea Grande.

De acordo com investigação desencadeada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande, o suspeito possui 32 registros criminais, além de 12 condenações criminais, das quais, nove são pela prática de furtos.

O suspeito havia sido colocado em liberdade mediante o uso de tornozeleira eletrônica, mas rompeu o dispositivo para continuar praticando os crimes.

Na madrugada da última segunda-feira, o suspeito quebrou os cadeados de uma oficina mecânica e subtraiu diversas em ferramentas, avaliadas em cerca de R$ 5 mil reais.

Assim que tomou conhecimento do furto, os policias do plantão da Derf-VG iniciaram diligências, com intuito de identificar e prender o suspeito, que foi preso em flagrante, em Várzea Grande.

Após a prisão, foram realizados os procedimentos legais cabíveis, com representação pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva e, posteriormente, colocado à disposição da Justiça, que decretou a prisão preventiva decretada pelo Juiz das Garantias.

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“Foi de suma importância representar pela prisão preventiva para salvaguardar a ordem pública da população local, haja vista a contumácia do suspeito”, disse a delegada Elaine Fernandes.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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