Policiais da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá (DHPP) cumpriram, nesta terça-feira (12.11), na região de Pontes e Lacerda, o mandado de prisão contra um dos autores de uma tentativa de homicídio qualificado ocorrida no mês de setembro, em Várzea Grande.
A.C.F., 55 anos, foi identificado nas investigações como o autor do crime contra um servidor da Prefeitura de Várzea Grande, que foi alvo de disparos quando transitava durante o dia pela Avenida Fenellon Muller.
Outro alvo da investigação, apontado como articulador do crime, teve o mandado de prisão cumprido no último sábado, 9 de novembro, no Distrito Federal, onde está preso em decorrência da investigação sobre o homicídio de um empresário no Estado de Alagoas, ocorrido em 2020.
A investigação da DHPP chegou ao autor da tentativa de homicídio após troca de informações com a Polícia Federal, que preside o inquérito sobre o homicídio ocorrido na no Estado alagoano.
Os mandados de prisão preventiva foram deferidos pelo juízo da 1a Vara Criminal de Várzea Grande.
Conforme as informações apuradas pela DHPP há, possivelmente, conexão entre os executores do homicídio em Alagoas e do ocorrido em Várzea Grande. A investigação prossegue com a análise de outros materiais obtidos no decorrer da apuração para apontar outros possíveis envolvidos e esclarecer a motivação do crime ocorrido em Várzea Grande.
Crime em Alagoas
Em julho de 2020, o empresário Kleber Malaquias de Oliveira foi assassinado quando comemorava seu aniversário em um bar na cidade de Rio Largo, região Metropolitana de Maceió. A vítima era conhecida na região por fazer denúncias contra políticos e autoridades.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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