Dois homens que atuavam com o comércio ilegal de ouro foram presos em flagrante pela Polícia Civil, nesta sexta-feira (17.1), em uma ação conjunta das equipes da Delegacia de Pontes e Lacerda e Delegacia Especializada de Narcóticos (Denarc) de Cuiabá. A ação resultou na apreensão de 5,6 quilos de ouro, um veículo de luxo, munições calibre 9mm, além de dinheiro em moeda nacional e dólares.
Os investigados, de 33 e 43 anos, foram autuados em flagrante pelos crimes de adquirir, transportar, industrializar e comercializar matéria-prima da União sem autorização legal e posse ilegal de munições. A ação resultou em um prejuízo estimado de R$ 3,3 milhões aos presos.
As diligências iniciaram após os policiais da Delegacia de Pontes e Lacerda receberem informações passadas pela equipe da Denarc de Cuiabá de que um veículo Cherry Tiggo 8 estaria na cidade transportando grande quantidade de dinheiro e/ou entorpecentes.
Com base nas informações passadas, os policiais iniciaram as buscas pelo veículo, que foi localizado estacionado em frente a uma casa, no bairro Santa Cruz, no município de Pontes e Lacerda.
Os policiais realizaram o monitoramento do local, flagrando o momento em que os dois suspeitos saíram da residência e entraram no veículo, sendo realizada a abordagem logo em seguida.
Questionados, os suspeitos inicialmente negaram que estavam na residência, o que levantou ainda mais suspeitas de algo ilícito no local. Os policiais, então, retornaram à casa, onde foi encontrada grande quantidade de ouro de diversos tamanhos e uma estrutura semelhante a uma fábrica de fundição e soldagem de barras. Também foram encontradas na residência 17 munições calibre 9 mm, que estavam na gaveta de um escritório, além de celulares e notebook.
Questionado sobre os materiais e sobre as munições, o responsável pela residência disse que trabalhava com a compra e venda de ouro e que também era (CAC), porém não apresentou nenhuma documentação que comprovasse os fatos. Na casa do suspeito em Cuiabá a equipe da Denarc apreendeu R$ 4,4 mil (em moeda brasileira) e 4,4 mil dólares.
Diante dos fatos, os dois suspeitos foram conduzidos à Delegacia de Pontes e Lacerda, onde, após serem interrogados pelo delegado Guilherme Campomar, foram autuados em flagrante por comércio de ilegal de matéria-prima da União e posse ilegal de munição de uso restrito, sendo posteriormente colocados à disposição da Justiça.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (16.6), a Operação Falso 9, para cumprimento de ordens judiciais contra investigados por extorsão na modalidade conhecida como “sextorsão” praticados contra uma influenciadora digital do interior de Mato Grosso.
Na operação são cumpridas cinco ordens judiciais, dentre eles, um mandado de prisão preventiva, dois mandados de busca e apreensão e dois mandados de quebra de sigilo telemático. Os mandados são cumpridos nos municípios de Juína e Castanheira.
As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), apontam que os suspeitos utilizavam identidades falsas em aplicativos de mensagens, se passando por um jogador de futebol famoso, para estabelecer contato com a vítima, uma influenciadora digital e modelo do interior do Estado.
Após conquistarem a confiança da vítima, os criminosos obtiveram imagens privadas e passaram a exigir dinheiro, chegando a cobrar R$ 20 mil para não divulgar o conteúdo. Sob intensa pressão psicológica, a vítima chegou a realizar uma transferência via Pix no valor de R$ 4 mil.
Durante as investigações, foi possível identificar o principal responsável pelas extorsões, morador de Juína e outros possíveis envolvidos no município de Castanheira.
Com base nos elementos produzidos durante a investigação, que apontaram a atuação coordenada dos suspeitos na prática do crime de extorsão, o delegado da DRCI, Guilherme Campomar da Rocha, representou pelas ordens judiciais, que foram deferidas pela Justiça. “A operação tem como objetivo reunir novos elementos de prova, interromper a prática criminosa e evitar a revitimização da vítima”, disse o delegado.
As investigações prosseguem para elucidação de todos os fatos e a identificação de outros possíveis vítimas e envolvidos.
Nome da operação
O nome da operação “Falso 9” faz referência ao principal artifício empregado pelos criminosos, que se passavam por um jogador de futebol para criar um vínculo de confiança com a vítima e, posteriormente, praticar a extorsão mediante ameaça de divulgação de imagens íntimas.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, para combate à atuação de grupos criminosos envolvidos em diferentes crimes em todo estado.
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