A Polícia Civil foi contemplada com a aquisição de novos computadores de alto desempenho destinados à Delegacia de Alto Araguaia, e que colaborarão com a produção de investigações qualificadas.
Os equipamentos representam um marco tecnológico para Polícia Civil do município de Alta Araguaia, visando o enfrentamento à criminalidade, especialmente o combate aos crimes pela internet e organizações criminosas atuantes em ambientes virtuais.
O investimento de aproximadamente R$ 200 mil para a aquisição e montagem dos sistemas computacionais, foi de iniciativa Conselho Comunitário de Segurança Pública (Conseg) de Alto Araguaia em parceria com o Ministério Público Estadual.
Tecnologia contra o crime digital
Nos últimos anos, a dinâmica criminal passou por uma transformação significativa. A migração de facções e práticas ilícitas para o ambiente digital exige das forças de segurança novas ferramentas de análise e inteligência.
Crimes como estelionatos virtuais, fraudes financeiras, tráfico de drogas e até homicídios planejados por meio eletrônico deixam rastros em comunicações digitais e bancos de dados, bem como essas informações exigem alto poder de processamento para serem identificadas com eficiência.
Nesse cenário, os computadores convencionais tornaram-se insuficientes para lidar com o grande volume de dados gerados nas investigações.
A implantação dos computadores para uso forense e de inteligência policial surge como resposta a essa demanda, garantindo maior velocidade, precisão e segurança na manipulação das informações.
Núcleo de Inteligência: estrutura regionalizada
A Delegacia de Alto Araguaia conta agora com um Núcleo de Inteligência (NI), setor criado exclusivamente para o processamento e análise de dados complexos.
O núcleo é formado por analistas de inteligência que prestam suporte a investigações em Alto Araguaia, Alto Garças, Alto Taquari, Ponte Branca e Araguainha, consolidando-se como um centro regional de referência em investigação digital.
Equipamentos de última geração
Nesta semana, foram entregues os dois primeiros computadores, de um total de cinco unidades previstas. Os demais equipamentos devem ser integrados ao sistema nos próximos meses, completando a estrutura tecnológica do núcleo.
Compromisso com a modernização
Com essa conquista, a Polícia Civil de Alta Araguaia reforça o compromisso com a inovação tecnológica e a eficiência investigativa, elevando o padrão de qualidade das apurações criminais e fortalecendo o combate à criminalidade organizada e aos crimes virtuais em toda a região.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.