MATO GROSSO

Polícia Civil recupera carga de milho e prende integrante de grupo criminoso envolvido em estelionato

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, recuperou, na manhã de terça-feira (28.1), uma carga de milho avaliada em R$ 60 mil, produto de um esquema de estelionato.

Além da recuperação da carga, a ação resultou na prisão em flagrante de um integrante do grupo criminoso envolvido no esquema.

As investigações da Derf Rondonópolis apontaram que a quadrilha utilizava dados cadastrais de pessoas físicas e jurídicas para aplicar golpes envolvendo faturamentos fraudulentos de mercadorias em estabelecimentos comerciais.

Os criminosos simulavam compras com promessas de pagamento futuro, mas, antes do vencimento dos supostos compromissos financeiros, revendiam os produtos a preços abaixo do mercado.

A ação policial foi deflagrada depois que as empresas vítimas identificarem, por meio de seus sistemas financeiros, que os pedidos não haviam sido realizados pelos clientes reais.

Com base nessas informações, os investigadores conseguiram localizar e interceptar a carga de milho antes que ela fosse redirecionada para os destinos escolhidos pela quadrilha.

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Durante a abordagem, o suspeito confessou ter sido contratado para realizar o transbordo da carga entre veículos. Ele foi encaminhado à Derf, onde após ser interrogado, foi autuado em flagrante e, posteriormente, colocado à disposição da Justiça.

As investigações prosseguem para identificar e capturar outros membros da organização criminosa.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Carta de Cuiabá: em defesa do Tribunal do Júri

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Documento encaminhado às vésperas de audiência pública da ADI 7958 defende que homicídios praticados por facções criminosas continuem submetidos ao julgamento popularÀs vésperas da audiência pública que será realizada nos dias 24 e 25 de agosto, no âmbito da ADI 7958, o Promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, Coordenador do CAO-JÚRI do Ministério Público de Mato Grosso e Presidente da Confraria do Júri, encaminhou aos ministros do Supremo Tribunal Federal a “Carta de Cuiabá/MT, em defesa do Tribunal do Júri”.O documento questiona dispositivo da Lei nº 15.358/2026, conhecida como Lei Antifacção, que retira do Júri o julgamento de determinados homicídios, tentados ou consumados, praticados no contexto de organizações criminosas ultraviolentas.A Carta parte de uma premissa clara: o enfrentamento às facções deve ser rigoroso, mas não pode ocorrer à custa da Constituição. Para Novais, se o art. 5º, XXXVIII, assegura ao Tribunal do Júri a competência para julgar os crimes dolosos contra a vida, a legislação ordinária não pode criar exceção baseada na identidade do autor ou no contexto criminoso em que o homicídio foi praticado.Além do argumento constitucional, o texto apresenta uma preocupação democrática. O Júri é apontado como espaço singular de participação direta da sociedade no exercício da jurisdição. Por isso, afirma a Carta, “a resposta democrática ao crescimento do poder das facções não pode ser a redução do poder do cidadão”. Com mais de vinte anos de atuação em plenário e experiência em inúmeros casos envolvendo facções, o Promotor também contesta a ideia de que a possibilidade de intimidação justificaria afastar os jurados. O caminho, sustenta, é fortalecer sua proteção: “O medo exige proteção, não supressão de competência.”A Carta ainda chama atenção para as dificuldades probatórias típicas dos crimes praticados por organizações criminosas, especialmente diante de testemunhas que recuam após ameaças e pressões. E sintetiza a preocupação em uma frase: “A soberania dos veredictos não pode ser substituída pela soberania das facções ultraviolentas.”Ao final, o documento dirige um apelo ao Supremo: “A Constituição colocou o povo naquela arena. Que o Supremo Tribunal Federal o mantenha lá, em respeito à Carta Magna.”
Clique aqui e leia a íntegra da carta.Imagem gerada por IA

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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