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Polícia Militar de Mato Grosso apreendeu mais de 1.320 armas de fogo e simulacros em 2024

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A Polícia Militar de Mato Grosso já apreendeu mais de 1.320 armas de fogo e simulacros e prendeu 2.088 suspeitos por envolvimentos com crimes relacionados ao uso e porte de armas, em todo o Estado, de janeiro a setembro deste ano de 2024. Os dados foram divulgados pela Superintendência de Planejamento Operacional e Estatística (Spoe).

Ao todo, a Polícia Militar apreendeu mais de 1,2 mil armas de fogo de diversos calibres, além de 113 objetos simulacros de armas de fogo.

Entre as prisões realizadas, 1.226 foram relacionadas ao crime de porte ilegal de arma de fogo, que ocorre quando suspeitos são presos por não possuir permissão para o transporte de armas. 756 pessoas foram presas por posse ilegal de arma, quando não há documentação para a guarda da arma em residência. Outras 106 pessoas foram presas por disparo de arma de fogo em vias públicas ou locais habitados.

O trabalho da Polícia Militar é realizado na apuração de denúncias recebidas no 190, disque-denúncia e outros meios oficiais, além da realização de abordagens e buscas em barreiras e pontos de policiamento.

Conforme o comandante-geral da PMMT, coronel Alexandre Corrêa Mendes, os números são reflexos do grande poder de operacionalidade dado ao efetivo da Polícia Militar, motivado pelos novos investimentos que a instituição recebeu nos últimos anos.

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“Nossos policiais estão bem preparados e prontamente equipados para atender a todo tipo de demanda e chamado vindo da população. Hoje, além da escala tradicional, nossos policiais também participam voluntariamente de jornadas extraordinárias, sendo remunerados pelo Governo do Estado. Nessas ações, são muito comuns as realizações de barreiras, onde costumeiramente apreendemos esses tipos de materiais ilícitos, transportados por infratores, achando que não serão pegos pela polícia”, destacou.

O subchefe de Estado-Maior Geral da PMMT, coronel José Nildo de Oliveira, também reforçou que as ações de operações, integrando unidades especializadas e diferentes Comandos Regionais, também possibilita a interceptação de criminosos e apreensão de grande material ilícito, impedindo a realização de diversos tipos de crimes.

“O trabalho integrado das nossas equipes permite uma interceptação desses criminosos, principalmente os faccionados, que tentam agir causando o caos na sociedade, mas que são impedidos devido ao nosso trabalho. Além da apreensão de armas e munições, também conseguimos retirar de circulação grande quantidade de drogas e demais materiais ilícitos, que seriam utilizados para crimes contra a sociedade e patrimônio”, ressaltou.

Entre algumas situações de destaque, na última semana, equipes militares de Cáceres apreenderam 11 armas de fogo durante diligências aos suspeitos de um homicídio ocorrido na zona rural da cidade. As armas foram encontradas no sítio de um dos criminosos. Três pessoas já foram presas pelo crime.

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No mês de agosto, trabalho de busca e abordagem da PM de Vila Bela da Santíssima Trindade resultou na apreensão de 10 armas de fogo, incluindo fuzis de alto calibre. O material foi encontrado em um carro abandonado por criminosos, antes de uma barreira policial. Também 30 quilos de maconha foram encontradas e apreendidas no veículo.

Em Sorriso, militares da Força Tática apreenderam cinco armas de fogo, em junho. O material foi apreendido após membros de uma facção criminosa entrarem em confronto com as forças policiais. Também no município, no mês de abril, equipes da Rotam prenderam dois homens e apreenderam sete armas de fogo, durante uma ação. Os criminosos presos relataram que os objetos seriam utilizados em crimes contra membros de facções rivais.

Na cidade de Pontes e Lacerda, a Força Tática prendeu dois homens e apreendeu cinco armas de fogo e dezenas de munições, em março. Os suspeitos afirmaram estarem envolvidos em um esquema de manutenção e distribuição de armas, a mando de uma facção criminosa da cidade.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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