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Polícia Militar detém cinco integrantes de facção suspeitos de sequestro e roubo em Sinop

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Policiais militares do 3º Comando Regional localizaram, na noite desta quinta-feira (14.5), dois homens e três mulheres suspeitos de roubo mediante sequestro e tortura, no município de Sinop (480 km de Cuiabá). Entre os envolvidos estão dois menores de idade, de 13 e 17 anos. As equipes ainda resgataram um homem, de 36 anos, que havia sido rendido pela quadrilha.

As equipes policiais foram acionadas após o setor de inteligência visualizar o momento em que ocupantes de um veículo Honda Civic abordaram a vítima, a agrediram e a colocaram à força dentro do automóvel.

Na sequência, outros suspeitos roubaram o veículo da vítima, um Volkswagen Polo, e fugiram em direção ao bairro Belvedere.

Após a denúncia, os militares reforçaram o patrulhamento tático no município. Em rondas, a equipe policial conseguiu localizar e abordar o veículo da vítima no bairro Nico Baracat. No carro estavam quatro suspeitos que foram detidos em flagrante.

Em continuidade à ocorrência, outra equipe policial encontrou a vítima na região. Às equipes, o homem relatou que havia ido até um mercado no bairro Bom Jardim para comprar materiais de higiene, quando foi sequestrado e levado para uma casa abandonada. A vítima informou ainda que um dos suspeitos portava uma arma de fogo calibre .32 durante o crime.

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Uma quinta integrante da quadrilha foi localizada e abordada no veículo Honda Civic. A arma de fogo utilizada no crime não foi localizada até o momento.

Os suspeitos e os veículos foram conduzidos à delegacia para registro do boletim de ocorrência.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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