Equipes do 19º Batalhão de Polícia Militar e da Força Tática do 7º Comando Regional prenderam 14 integrantes de uma facção criminosa e frustraram um evento promovido pela organização em Tangará da Serra, no último sábado (12.10). Com a quadrilha, a PM apreendeu porções de maconha e a quantia de R$ 1,3 mil da venda das drogas.
Conforme o boletim de ocorrência, as equipes policiais receberam informações, via setor de inteligência, sobre a movimentação de um evento para crianças, promovido por uma organização criminosa. As denúncias também apontavam que no local haveria grande distribuição e venda de drogas, inclusive para menores de idade.
Os militares, então, fizeram o cerco policial e conseguiram deter 13 homens e uma mulher. Em revista pessoal e abordagem, os policiais localizaram porções de maconha, que seriam distribuídas no evento, e a quantia de R$ 1.315,00 em dinheiro.
Em seguida, o organizador do evento levou os policiais até sua residência, onde foi apreendida mais uma porção da mesma droga, além de doces e comidas que seriam levadas para as crianças.
O comandante do 7º Comando Regional, tenente-coronel Murilo Franco de Miranda, ressaltou a atuação da Polícia Militar para repressão ao crime organização, e observou que o evento buscava não apenas a comemoração do Dia das Crianças, mas exaltar o nome da facção entre o público infanto-juvenil, incluindo a distribuição gratuita de maconha como forma de propaganda para a organização criminosa.
“Essa ação demonstrou, mais uma vez, que as forças de segurança estão empenhadas na segurança integral de nossas crianças e adolescentes”, avaliou o tenente-coronel Franco.
Após a prisão dos suspeitos e da apreensão das drogas, a Polícia Militar continuou a garantir a diversão das crianças, promovendo a segurança do evento.
Os 14 suspeitos conduzidos foram encaminhados para a Delegacia de Tangará da Serra, com todo o material apreendido, para registro da ocorrência e ficaram à disposição da Polícia Judiciária Civil.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (16.6), a Operação Falso 9, para cumprimento de ordens judiciais contra investigados por extorsão na modalidade conhecida como “sextorsão” praticados contra uma influenciadora digital do interior de Mato Grosso.
Na operação são cumpridas cinco ordens judiciais, dentre eles, um mandado de prisão preventiva, dois mandados de busca e apreensão e dois mandados de quebra de sigilo telemático. Os mandados são cumpridos nos municípios de Juína e Castanheira.
As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), apontam que os suspeitos utilizavam identidades falsas em aplicativos de mensagens, se passando por um jogador de futebol famoso, para estabelecer contato com a vítima, uma influenciadora digital e modelo do interior do Estado.
Após conquistarem a confiança da vítima, os criminosos obtiveram imagens privadas e passaram a exigir dinheiro, chegando a cobrar R$ 20 mil para não divulgar o conteúdo. Sob intensa pressão psicológica, a vítima chegou a realizar uma transferência via Pix no valor de R$ 4 mil.
Durante as investigações, foi possível identificar o principal responsável pelas extorsões, morador de Juína e outros possíveis envolvidos no município de Castanheira.
Com base nos elementos produzidos durante a investigação, que apontaram a atuação coordenada dos suspeitos na prática do crime de extorsão, o delegado da DRCI, Guilherme Campomar da Rocha, representou pelas ordens judiciais, que foram deferidas pela Justiça. “A operação tem como objetivo reunir novos elementos de prova, interromper a prática criminosa e evitar a revitimização da vítima”, disse o delegado.
As investigações prosseguem para elucidação de todos os fatos e a identificação de outros possíveis vítimas e envolvidos.
Nome da operação
O nome da operação “Falso 9” faz referência ao principal artifício empregado pelos criminosos, que se passavam por um jogador de futebol para criar um vínculo de confiança com a vítima e, posteriormente, praticar a extorsão mediante ameaça de divulgação de imagens íntimas.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, para combate à atuação de grupos criminosos envolvidos em diferentes crimes em todo estado.
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