A Polícia Militar prendeu um homem, de 39 anos, por tráfico ilícito de drogas, na manhã desta quarta-feira (11.12), no município de Mirassol d’Oeste. Com o suspeito, foram apreendidos 11 pacotes contendo substância análoga à supermaconha, mais conhecida como skunk.
Por volta de 06h, as equipes do Grupo de Apoio (GAP) do 17º Batalhão estavam em barreira, na saída para a cidade de Cáceres, e fizeram abordagem a um veículo Versa, com diversos produtos.
Na verificação ao veículo, os militares encontraram uma caixa toda fechada. Questionado sobre o material, o motorista afirmou ter recebido o conteúdo de um homem para levar até Cuiabá, que seria o destino final de sua viagem.
Os militares abriram a caixa e encontraram os 11 pacotes grandes contendo substância análoga à supermaconha, também conhecida por skunk. O homem também afirmou não possuir contato da pessoa que teria deixado a caixa e que seria apenas motorista de aplicativo.
Porém, diante da suspeita, ele recebeu voz de prisão e foi conduzido até a delegacia mais próxima para registro da ocorrência e demais providências cabíveis.
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
Nascido em 15 de agosto de 1936, o investigador aposentado Antônio Assunção da Silva se prepara para completar 90 anos. Uma vida longa — e, em grande parte, dedicada a servir, vestindo a missão da Polícia Civil de Mato Grosso, em uma trajetória marcada por coragem, disciplina e amor ao que fazia.
Mais do que números, sua história é feita de vínculos: oito filhos, 16 netos e oito tataranetos — uma família construída ao longo dos anos, lado a lado com a profissão que escolheu.
Conhecido como “cana dura”, pela postura firme e leal, seu Antônio fala do passado com brilho nos olhos. As lembranças vêm carregadas de um tempo em que, segundo ele, o respeito era parte da rotina. “Era um tempo muito bom. Eu gostava muito do meu trabalho. Naquele tempo, o sujeito (o infrator) respeitava a gente”, diz, com a serenidade de quem viveu intensamente cada momento.
Entre tantas histórias, uma permanece viva na memória: o dia em que entrou sozinho na casa de um magistrado, em Juína, diante de um pistoleiro armado. “Eu entrei com a arma longa e falei: ‘é a polícia, você está preso’. E ele se entregou. Aí algemei e coloquei ele na veraneio (modelo das viaturas da época)”, recorda. Um episódio que resume bem o tipo de policial que foi: firme, direto e destemido.
Natural de Poconé, seu Antônio construiu sua carreira em diferentes cidades de Mato Grosso — Cuiabá, Colíder, Peixoto de Azevedo, Sinop e Guarantã do Norte — até fixar raízes em Juína, onde também encerrou sua trajetória profissional, em 2003. Durante essa trajetória foi condecorado diversas vezes em razão do comprometimento com a instituição.
Mas a aposentadoria não o afastou daquilo que sempre fez parte de sua vida. Hoje, morando no complexo habitacional anexo à Delegacia de Juína, ele segue presente. Caminha pelos corredores, conversa com os policiais da ativa e compartilha histórias que atravessam gerações.
Ali, entre colegas e lembranças, onde é comumente chamado apenas por “Assunção”, ele ganhou um novo nome — talvez o mais simbólico de todos: “Lenda Viva”, por conta dos seus feitos, talentos e proezas notáveis, que o tornou uma pessoa icônica na instituição.
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