MATO GROSSO

Polícia Militar prende mulher suspeita de participação em homicídio em Cuiabá

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Policiais militares prenderam uma mulher, de 22 anos, suspeita pelo homicídio de um homem ainda não identificado, na noite desta quinta-feira (30.10), em Cuiabá. A vítima teria sido morta com golpes de madeira na cabeça, após se envolver em uma briga em um bar.

A equipe policial recebeu a informação por meio de um popular sobre um homícidio, em uma residência abandonada, no bairro Nova Esperança 2. Ao chegar no local, os militares flagraram uma mulher em atitude suspeita que, ao ver a viatura, entrou rapidamente para o interior da residência.

A mulher foi abordada e, questionada sobre a denúncia do crime, confirmou à PM que o seu namorado envolveu-se em uma briga, mas negou envolvimento dele no crime. Durante a abordagem, o proprietário do imóvel estava no local e relatou para a equipe que cedeu um dos quartos de forma temporária para o casal.

Durante buscas na residência, os policiais localizaram uma manta com vestígios de sangue e um corpo escondido entre uma parede e o muro do quintal, coberto com folhas de bananeira. A suspeita foi novamente indagada e mudou a versão dos fatos.

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Ela informou que a vítima se envolveu em uma briga em um bar com o proprietário do imóvel, que é idoso e cadeirante. Em seguida, o seu namorado, com mais dois comparsas, sequestraram o homem e o levaram para a residência, onde foi agredido na cabeça com golpes de pedaços de madeira. Logo após, esconderam o corpo e os suspeitos fugiram.

Questionado sobre a participação no homicídio, o proprietário do imóvel confirmou ter se envolvido na briga, mas alegou não ter presenciado nenhum tipo de violência na residência, pois permaneceu no bar até a madrugada.

Diante dos fatos, a mulher foi encaminhada para a Central de Flagrantes, para as providências que o caso requer. As forças de segurança continuam pelos demais suspeitos do crime.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Justiça determina regularização do Aeroporto Municipal de Juína

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A Justiça acolheu o pedido de tutela provisória de urgência formulado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) em ação civil pública ajuizada contra o Município de Juína para promover a regularização físico-operacional e administrativa do Aeroporto Municipal. A decisão foi proferida pela juíza substituta Gabriella Andressa Moreira Dias de Oliveira e reconhece a necessidade de adoção de providências imediatas para garantir maior controle administrativo, preservação patrimonial e avaliação técnica das condições do aeródromo. A ação foi proposta pela 1ª Promotoria de Justiça Cível de Juína, por meio do promotor de Justiça Dannilo Preti Vieira, após a instauração de inquérito civil, que apurou uma série de irregularidades relacionadas à infraestrutura, acessibilidade, segurança operacional, conservação, controle de acesso, organização administrativa e utilização patrimonial do aeroporto.Durante as investigações, o Ministério Público reuniu informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Relatório Técnico nº 735/2026, elaborado pelo Centro de Apoio Técnico à Execução (CAEx/MPMT), que apontou problemas como ausência de rota acessível contínua entre estacionamento, terminal e área de embarque, inexistência de sanitários adaptados, deterioração de estruturas, falhas no cercamento e no controle de acesso, além da falta de mecanismos adequados para registro das operações e formalização da ocupação das áreas aeroportuárias.Conforme destacado na ação, também foram identificadas deficiências na gestão patrimonial do aeroporto, sem comprovação da existência de sistema confiável para controle das operações particulares, identificação dos ocupantes dos hangares e formalização jurídica da utilização das áreas públicas. O Ministério Público defendeu que essas situações comprometem a segurança, a transparência administrativa e a adequada conservação do patrimônio público. Na decisão, a magistrada considerou presentes os requisitos para a concessão parcial da tutela de urgência, especialmente diante da necessidade de preservação do patrimônio público, da organização administrativa do serviço e da obtenção de um diagnóstico técnico atualizado sobre as condições do aeroporto.Entre as determinações impostas ao Município de Juína está a proibição de autorizar novas ocupações exclusivas, renovar ocupações informais ou ceder gratuitamente hangares, pátios, salas, terminais ou outras áreas do aeroporto a pessoas físicas ou jurídicas privadas, salvo hipóteses legalmente autorizadas. Também foi determinada a preservação integral de todos os documentos e registros relacionados às operações aeroportuárias e à utilização das áreas do aeródromo. A Justiça ainda determinou que, no prazo de 30 dias, o município apresente a estrutura administrativa responsável pela gestão do aeroporto, identificando os responsáveis pelas áreas operacional, manutenção, emergência, segurança, meio ambiente, acessibilidade e gestão patrimonial, além de informar como é realizado o controle das operações.No prazo de 60 dias, deverá ser apresentado inventário preliminar dos hangares e demais áreas ocupadas, contendo informações sobre usuários, aeronaves, instrumentos de ocupação, pagamentos eventualmente realizados e despesas relacionadas ao consumo de água e energia.Já em até 90 dias, o Município deverá entregar avaliação técnica atualizada das condições do terminal de passageiros, das instalações elétricas e sanitárias, da estrutura do reservatório de água, dos sistemas de proteção contra incêndio e descargas atmosféricas, do cercamento, do controle de acesso, da acessibilidade e da drenagem, com identificação dos riscos existentes e indicação das providências consideradas necessárias pelos profissionais responsáveis.Outra medida determinada pela Justiça é a comunicação ao juízo, em até 10 dias após sua realização, dos resultados da visita técnica prevista para setembro no âmbito do Programa AmpliAR, acompanhada dos relatórios e documentos produzidos durante a atividade.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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