A Polícia Militar de Mato Grosso deflagrou, na tarde desta segunda-feira (02.12), a Operação Aquilae IX, para reforçar o policiamento no âmbito do Programa Tolerância Zero ao Crime Organizado, lançado pelo Governo do Estado na última segunda-feira (25.11). O lançamento da operação, realizada por meio do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), ocorreu na Praça Cultural do CPA I, em Cuiabá.
A ação terá duração de 20 dias e contará com apoio do Comando de Policiamento Especializado (CPE), Batalhão de Trânsito Urbano e Rodoviário (BPMTran), Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA) e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer-MT).
O sub-chefe do Estado-Maior da PM, coronel José Nildo ressaltou que a operação tem o intuito de fortalecer as ações do policiamento tático e ostensivo no combate às organizações criminosas no Estado.
“Gostaria de parabenizar a ação da Rotam em lançar essa operação junto do programa do Governo do Estado no enfrentamento às organizações criminosas em Mato Grosso. Vamos intensificar ainda mais nosso policiamento, principalmente nas rodovias estaduais, por meio do Batalhão de Trânsito, Ambiental, Comando de Policiamento Especializado e do Ciopaer com intuito de resgatar a sensação de segurança”, afirmou coronel José Nildo.
O comandante da Rotam, tenente-coronel Tiago Costa Gomes, destacou que a deflagração da operação faz parte do cronograma do curso 9º Curso de Operações Rotam (COR), lançado em setembro deste ano, que conta com 67 policiais militares de Mato Grosso e Rondônia na turma.
“Serão mais de duas semanas de um estágio supervisionado, e, nesse período, também levaremos a Operação Aquilae IX para os municípios de Sorriso e Tangará da Serra, locais de maiores índices criminais por parte da atuação de organizações criminosas no estado. Essa é oportunidade dos militares colocarem em prática todos os conhecimentos adquiridos durante o curso e exercer o patrulhamento tático no enfrentamento ao crime organizado”, pontuou
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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