MATO GROSSO

Polícia Militar registra queda de até 59,7% nos índices criminais em 9 municípios da região Oeste de MT

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A Polícia Militar de Mato Grosso registrou, em 9 municípios da região Oeste do Estado, uma redução significativa nos principais indicadores criminais no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025.

Os dados apontam avanços tanto na prevenção quanto no enfrentamento da criminalidade em diversas frentes na região do 12º Comando Regional, que compreende os municípios de Pontes e Lacerda, Figueirópolis d’Oeste, Vila Bela de Santíssima Trindade, Vale de São Domingos, Conquista d’Oeste, Nova Lacerda, Campos de Júlio, Comodoro e Jauru.

O maior destaque foi a queda de 59,3% nas ocorrências de receptação. No primeiro trimestre de 2025, foram registradas 27 ocorrências; e onze neste ano.

Os registros de furto caíram 37,5%, passando de 232 para 145 casos. Crimes de estelionato também apresentaram redução de 37,5%, sendo 363 registrados no último ano e 227 ocorrências neste primeiro trimestre.

Já nos crimes contra a pessoa, os números também são positivos. As ocorrências de ameaça reduziram 34,9%, passando de 438 casos em 2025 para 285 neste ano, enquanto os casos de lesão corporal caíram 30,3%, de 314 ocorrências para 219 registros. As vias de fato apresentaram diminuição de 22%, sendo contabilizados 59 casos em 2025 e 46 em 2026.

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Outros indicadores também registraram queda, como a perturbação do sossego, com redução de 43,5%, com 23 casos em 2025 e 13 neste ano; e a violação de domicílio, que caiu 29,2%, passando de 24 ocorrências criminais para 17. A atuação policial também resultou em avanços na recuperação de bens, com aumento de 77% na localização de veículos e de 30% nos registros de adulteração de sinal veicular.

O comandante do 12º CR, tenente-coronel Wesmensandro Auto Rodrigues, destacou que o balanço reforça o trabalho da Polícia Militar no fortalecimento da segurança pública, com redução dos índices criminais e ampliação das ações operacionais, seguindo determinação do Governo do Estado com o programa Tolerância Zero.

“O resultado alcançado neste primeiro trimestre demonstra o comprometimento e a dedicação dos nossos policiais militares. Conseguimos reduzir de forma significativa índices importantes, como furtos, danos e invasões a domicílio, o que reflete diretamente na sensação de segurança da população”, apontou o tenente-coronel Wesmensandro.

Já o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Cláudio Fernando Carneiro Tinoco, ressaltou que esse avanço é fruto da intensificação do patrulhamento tático e das ações estratégicas desenvolvidas pela corporação, aliadas aos investimentos do Governo do Estado por meio do programa Tolerância Zero. “Seguiremos firmes, atuando de forma preventiva e repressiva, para manter a ordem pública e garantir mais tranquilidade às famílias mato-grossenses”, concluiu.

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Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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