A Polícia Penal apreendeu 22 celulares e outros dispositivos eletrônicos durante operação de revista realizada na Penitenciária Major PM Eldo de Sá Correia, a Mata Grande, em Rondonópolis (220 km de Cuiabá).
A operação, que faz parte do programa Tolerância Zero às Facções Criminosas, começou na segunda-feira (27.1), quando a direção da unidade determinou a realização de ronda externa na penitenciária e nas proximidades.
Os policiais penais vistoriaram áreas de mata, lavouras, pastos e construções abandonadas. Além disso, outra equipe ficou de campana com o objetivo de apreender drones, caso invadissem o espaço aéreo da penitenciária.
Já na terça-feira (28) foi realizada uma revista minuciosa no Raio III da penitenciária. Todos os detentos foram encaminhados para a quadra esportiva e as celas, solários, corredores, banheiros e camas foram revistados.
Foram localizados e apreendidos 22 aparelhos celulares, oito cabos USB, cinco fontes e um fone de ouvido.
Também foi realizado um procedimento para averiguar a segurança das celas. Não houve nenhuma intercorrência durante a operação.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (16.6), a Operação Falso 9, para cumprimento de ordens judiciais contra investigados por extorsão na modalidade conhecida como “sextorsão” praticados contra uma influenciadora digital do interior de Mato Grosso.
Na operação são cumpridas cinco ordens judiciais, dentre eles, um mandado de prisão preventiva, dois mandados de busca e apreensão e dois mandados de quebra de sigilo telemático. Os mandados são cumpridos nos municípios de Juína e Castanheira.
As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), apontam que os suspeitos utilizavam identidades falsas em aplicativos de mensagens, se passando por um jogador de futebol famoso, para estabelecer contato com a vítima, uma influenciadora digital e modelo do interior do Estado.
Após conquistarem a confiança da vítima, os criminosos obtiveram imagens privadas e passaram a exigir dinheiro, chegando a cobrar R$ 20 mil para não divulgar o conteúdo. Sob intensa pressão psicológica, a vítima chegou a realizar uma transferência via Pix no valor de R$ 4 mil.
Durante as investigações, foi possível identificar o principal responsável pelas extorsões, morador de Juína e outros possíveis envolvidos no município de Castanheira.
Com base nos elementos produzidos durante a investigação, que apontaram a atuação coordenada dos suspeitos na prática do crime de extorsão, o delegado da DRCI, Guilherme Campomar da Rocha, representou pelas ordens judiciais, que foram deferidas pela Justiça. “A operação tem como objetivo reunir novos elementos de prova, interromper a prática criminosa e evitar a revitimização da vítima”, disse o delegado.
As investigações prosseguem para elucidação de todos os fatos e a identificação de outros possíveis vítimas e envolvidos.
Nome da operação
O nome da operação “Falso 9” faz referência ao principal artifício empregado pelos criminosos, que se passavam por um jogador de futebol para criar um vínculo de confiança com a vítima e, posteriormente, praticar a extorsão mediante ameaça de divulgação de imagens íntimas.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, para combate à atuação de grupos criminosos envolvidos em diferentes crimes em todo estado.
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