A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) realizou nesta quarta-feira (27.11), em Cuiabá, o 1º Workshop de Gestão de Bens Apreendidos e Captação de Ativos para ampliar os recursos destinados às instituições de segurança proveniente de leilões judiciais em Mato Grosso.
O workshop é iniciativa da Secretaria Adjunta de Justiça (Saju), em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas (Senad), com o objetivo de aumentar a captação de bens apreendidos pelas polícias e que são destinados a leilões.
Conforme a Saju, os leilões realizados entre os anos de 2020 e 2024 arrecadaram mais de R$ 166 milhões para ações contra o tráfico de drogas e o crime organizado no Estado.
“Esse workshop tem a finalidade de preparar os delegados do interior para ampliar ainda mais a captação de ativos, considerando que é a polícia que apreende e que faz todos os atos processuais desde a apreensão”, explicou a secretária adjunta de Justiça, Lenice Silva dos Santos Barbosa.
Lenice Silva destacou que o treinamento dará mais autoridade às instituições para acelerar o processo de alienação dos bens. “Quanto mais rápido for, menos deteriorado o bem vai estar, levando mais recursos para as forças de segurança atuarem no combate às organizações criminosas que o plano da atual gestão”, disse.
Para o treinamento, a Saju convidou o coordenador de Administração, Controle e Destinação de Ativos, José Airton; e a coordenadora de Contratos, Fiscalização e Leilões, Maeve Monteiro Rovani, ambos da Senad.
Além da Sesp, o evento contou com a presença de servidores da Polícia Judiciária Civil, da Polícia Militar, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e do Corpo de Bombeiros Militar.
A 6ª Promotoria de Justiça Cível de Tutela Coletiva do Consumidor da Capital notificou a concessionária responsável pelo abastecimento de água em Acorizal, a Prefeitura Municipal e a agência reguladora para que adotem medidas e prestem esclarecimentos à população sobre a qualidade da água distribuída no município. A medida foi tomada após uma fiscalização conjunta que identificou a suposta utilização de cal destinada à construção civil no processo de tratamento da água fornecida aos moradores. Diante dos indícios encontrados e dos possíveis riscos à saúde pública, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) instaurou procedimento para apurar a regularidade dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário na cidade. A investigação foi motivada por denúncias encaminhadas aos canais de atendimento do Ministério Público, relatando possíveis irregularidades nos sistemas de tratamento de água e esgoto do município. A promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos solicitou a realização de uma fiscalização conjunta com a Vigilância Sanitária Estadual, a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) e o Procon-MT. Durante a inspeção, realizada no dia 18 de agosto, as equipes encontraram sacos de cal utilizados na construção civil dentro da Estação de Tratamento de Água (ETA). Segundo o relatório da fiscalização, o material estaria sendo empregado no processo de tratamento da água distribuída à população. De acordo com a promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos, a recomendação tem como objetivo assegurar transparência e garantir que os moradores recebam informações claras sobre a qualidade da água consumida e as providências adotadas pelos responsáveis pelo serviço. “É fundamental que a população tenha acesso a informações sobre a qualidade da água consumida e sobre as providências adotadas para garantir a segurança do abastecimento. A prioridade é proteger a saúde dos moradores e assegurar a regularidade do serviço”, destacou a promotora. Na recomendação expedida pelo MPMT, os órgãos e entidades notificados devem informar à população as condições atuais do abastecimento, as medidas adotadas para garantir a potabilidade da água e as ações de monitoramento. Também foi solicitada a divulgação periódica dos resultados das análises e das providências implementadas para assegurar a qualidade da água distribuída no município. Além disso, foi estabelecido o prazo de cinco dias para que os notificados apresentem ao MP informações sobre medidas adotadas.
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