Um homem acusado de abusar sexualmente da neta de sua companheira, no município de Novo São Joaquim, foi preso em ação da Polícia Civil com apoio da Polícia Militar, nesta terça-feira (4.11).
O suspeito, de 28 anos, foi autuado em flagrante por estupro de vulnerável e furto, após furtar a motocicleta da mãe da vítima para fugir do local do crime.
Conforme apurado pela Polícia Civil, o indivíduo convivia com a avó da menina de apenas 8 anos, e conquistou a confiança da família demonstrando atenção e carinho à vítima.
A tia da vítima foi quem percebeu que a criança apresentava abalo emocional, e ao conversar com a sobrinha, ela contou que o suspeito havia tirado a sua roupa e praticado os abusos.
Diante dos fatos a criança foi encaminhada à Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Barra do Garças, onde foi acolhida e ouvida pela equipe através da escuta especializada. Em seguida a vítima foi levada para realizar exames médicos e periciais na Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
Policiais civis e militares iniciaram diligências para localizar o suspeito, que havia fugido em uma motocicleta Honda CG 150 vermelha pertencente à mãe da vítima.
Durante buscas ininterruptas em fazendas e propriedades rurais na região, o suspeito foi localizado escondido em uma residência na zona urbana de Novo São Joaquim.
Após a prisão, o homem foi conduzido para esclarecimentos, interrogado e autuado em flagrante pelos crimes de estupro de vulnerável e furto.
O autuado, que é investigado pela Delegacia de Vila Rica, por divulgar fotos íntimas de menores de idade foi apresentado e colocado à disposição da Justiça.
A Polícia Civil alerta os pais e responsáveis para que mantenham diálogo constante com as crianças e fiquem atentos a comportamentos incomuns ou sinais de violência.
Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo número disque 197 ou 181 ou 190.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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