A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) participa, nesta semana, do mutirão nacional de registro civil, com a ampliação do acesso à emissão dos novos modelos da Carteira de Identidade Nacional (CIN) aos reeducandos nas unidades prisionais do Estado. O mutirão faz parte da 4ª Semana Nacional do Registro Civil (Registre-se!), que é coordenado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Os atendimentos estão sendo realizados à população carcerária da Penitenciária Central do Estado e da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, além do Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande.
Na Penitenciária Central do Estado (PCE), o mutirão iniciou os trabalhos no último domingo (12.4) e a previsão é encerrar nesta quinta-feira (16.4). No dia 17 de abril, os atendimentos serão realizados no Centro de Ressocialização de Várzea Grande.
Entre os dias 6 e 10 de abril, os atendimentos do mutirão foram realizados no município de Marcelândia, voltados ao público em geral, com a realização de 67 atendimentos.
Campanha contou com participação da Defensoria Pública de Mato Grosso (DPMT) e do Tribunal de Justiça (TJ)
O mutirão tem o objetivo de erradicar o sub-registro civil de nascimento no país, ampliando a obtenção da documentação básica pelos cidadãos, especialmente para a população em cumprimento de medidas de segurança, em situação manicomial ou carcerária, e para egressos do cárcere, comunidades indígenas e pessoas socialmente vulneráveis.
A papiloscopista Marytza Soranso destaca a importância da participação da Politec, já que o órgão viabiliza o acesso ao documento de identidade, que é um dos requisitos para a reinserção social dos custodiados.
“A Politec sempre esteve presente desde a primeira edição do Registre-se. Neste ano, estamos dentro da PCE, com dois servidores, em parceria com a Fundação Nova Chance, que foi treinada também pela Politec para os atendimentos”, explicou Marytza.
Além da emissão de documentos básicos, como certidão de nascimento e o novo modelo de identidade, também serão disponibilizados atendimentos assistenciais, orientações jurídicas, serviços de saúde e ações em unidades prisionais.
O Conselho Seccional da OAB-MT e o Colégio de Presidentes das Subseções, reunidos nesta terça-feira (08/09), em sessões extraordinárias, deliberaram por unanimidade pela necessidade de uma investigação rigorosa, independente, célere e transparente sobre os fatos relacionados ao chamado Caso Master e eventual envolvimento de autoridades públicas, inclusive ministros do Supremo Tribunal Federal.
A deliberação inclui o pedido para que sejam adotadas as medidas cautelares juridicamente cabíveis, entre elas o afastamento cautelar do ministro Alexandre de Moraes e a suspeição do procurador-geral da República, Paulo Gonet, diante das circunstâncias que possam comprometer a necessária imparcialidade institucional.
A OAB-MT adota uma posição firme, incisiva e inegociável na defesa do Estado Democrático de Direito. Diante de fatos que possam atingir a credibilidade das mais altas instituições da República, não cabe à Ordem assistir passivamente, silenciar ou relativizar a necessidade de esclarecimento.
A sociedade brasileira exige respostas. E a OAB-MT entende que nenhuma autoridade, independentemente da posição que ocupe, pode estar imune à apuração e às consequências jurídicas de seus atos.
A iniciativa não representa prejulgamento. Representa, ao contrário, o exercício pleno da responsabilidade institucional da OAB de cobrar transparência, independência e efetividade na apuração de fatos que possam comprometer a confiança da sociedade nas instituições.
A deliberação será apresentada em Brasília na reunião do Colégio de Presidentes de Seccionais com a diretoria do Conselho Federal.
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