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Politec recebe peritos de Mato Grosso do Sul para cooperação técnica

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A Politec recebeu, nesta segunda-feira (26.5) a visita de peritos criminais da Polícia Cientifica de Mato Grosso do Sul para a troca de experiências e capacitação técnica. e prestou apoio para processamento de amostra na realização de exame toxicológico, além de compartilhar conhecimentos sobre a realização de exames toxicológicos e de alcoolemia, procedimentos que ainda não são executados pela perícia sul-mato-grossense.

Durante essa imersão, foram apresentadas as estruturas laboratoriais, os equipamentos, reagentes, insumos e fluxos operacionais necessários para a implantação dessas análises, proporcionando aos visitantes uma visão prática e completa do processo.

A Diretora Metropolitana de Laboratório Forense, Hellen Vieira, considera que essa parceria representa um importante estreitamento institucional entre as perícias de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, e fortalecimento dos laços de cooperação técnica e científica. “Até que os exames sejam plenamente implantados no MS, as equipes atuarão de forma conjunta, com o Mato Grosso prestando suporte na execução de casos de maior repercussão. A troca de informações e o alinhamento de procedimentos reforçam a qualidade e a uniformidade das perícias realizadas na região, contribuindo diretamente para o aprimoramento da justiça e da segurança pública em ambos os estados”, avalia a diretora.

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Os servidores conheceram o parque tecnológico da Diretoria Metropolitana de Laboratório Forense, que dispõe de equipamentos de alta precisão para a realização de exames nas áreas de Química, Toxicologia e DNA forenses.

Uma das rotinas de trabalho apresentadas foi a emissão de laudos de exames definitivos de drogas em 24h, viabilizada pela descentralização dos exames com aquisição dos equipamentos infravermelhos para a identificação de drogas. A aquisição de contêineres refrigerados para armazenamento de contra provas; o processamento imediato em parte dos casos de identificação genética e o processamento de amostras de DNA de vítimas não identificadas, além apoio ao trabalho administrativo e operacional executados por estagiários.

Segundo a diretora do Instituto de Análises Laboratoriais Forenses da Polícia Científica de Mato Grosso do Sul, Josemirtes Prado da Silva, a integração entre as instituições contribui para a eficiência e aprimoramento dos trabalhos na área forense. ”A visita na Politec vai gerar muitos resultados pois, com esta integração entre as duas polícias científicas nós desenvolvemos muitas atividades com celeridade e o uso de tecnologias avançadas. Ainda não temos implementados os exames toxicológicos e nós recebemos o apoio da Politec para a realização desses exames. Na oportunidade, nós conhecemos o laboratório forense. Isso é muito válido, pois quando a gente conhece os laboratórios de outros estados, conhecemos as metodologias, as rotinas e podemos utilizar estas ideias para otimizar os nossos trabalhos. Estamos abertos para receber os peritos da Politec para que este intercâmbio seja bilateral”, afirmou Josemirtes.

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Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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