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Pontes e Lacerda recebe audiência pública da Ager-MT nesta quarta-feira (4)

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A Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager-MT) realizará, nesta quarta-feira (4.6), na Câmara Municipal de Pontes e Lacerda mais uma etapa da audiência pública de Ouvidoria e Participação Social, como parte do novo ciclo de encontros promovidos pela autarquia em diversas regiões do Estado.

A iniciativa visa aproximar a população dos processos regulatórios, ampliar o diálogo com os usuários dos serviços públicos delegados e fomentar a participação cidadã. Durante os encontros, moradores têm a oportunidade de apresentar sugestões, esclarecer dúvidas e relatar demandas diretamente à equipe técnica da Agência.

Ao todo, serão realizadas oito audiências públicas até o mês de outubro. Além de Pontes e Lacerda, já ocorreram audiências nas cidades de Lucas do Rio Verde (7 de maio) e Primavera do Leste (14 de maio). Serão realizadas ainda edições em Tangará da Serra (18 de junho), Guarantã do Norte (20 de agosto), Água Boa (2 de setembro), Confresa (4 de setembro) e Cuiabá (1º de outubro). As sessões ocorrem de forma presencial e com transmissão ao vivo pelo canal oficial da Ager-MT no YouTube.

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Esta é a terceira edição da iniciativa. Desta vez, os eventos foram estrategicamente programados para ocorrer no período noturno, a fim de facilitar a participação popular, destacou o diretor regulador de Ouvidoria e Saneamento, Jossy Soares.

“Esse evento em Pontes e Lacerda será importante para que a população conheça os trabalhos da Ager, trabalhos estes que chegam na ponta e são de fundamental importância tanto para o convívio social quanto para o desenvolvimento econômico da cidade. Desta forma, a Ager pretende ouvir a população para saber a perspectiva sobre o trabalho de transporte de passageiros, nossos ônibus e rodovias, o fornecimento e a distribuição de energia elétrica, dentre outros serviços públicos delegados à iniciativa privada”, comentou Soares.

“A Agência também inicia tratativas na regulação e fiscalização do saneamento básico e se coloca à disposição do município para eventuais necessidades”, completou.

A realização das audiências conta com apoio de ouvidores municipais, Câmaras de Vereadores e Prefeituras, fortalecendo a rede de ouvidorias e contribuindo para a melhoria contínua dos serviços públicos regulados em Mato Grosso.

Fonte: Governo MT – MT

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“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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