O Departamento Estadual de Trânsito (Detran) já emitiu cerca de mil credenciais e selos do programa Autista a Bordo, para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A ação faz parte do programa SER Família Inclusivo, idealizado pela primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes.
O SER Família Inclusivo também atua na emissão da Carteira de Identificação do Autista, pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), e com o auxílio de R$ 220 bimensais.
Para Virginia Mendes, os projetos do governo demonstram preocupação com a inclusão.
“Agradeço à equipe do Detran por levar esse projeto a sério. Isso confirma a preocupação do Governo do Estado com a Inclusão. Muitas vezes, algo que pode parecer simples para nós pode causar desconforto, como ocorre com autistas sensíveis ao barulho. A buzina, por exemplo, pode provocar um estado de irritabilidade extremo. Fico feliz por saber que já alcançamos um número expressivo de identificações e espero que mais pessoas façam os cadastros”, ressaltou Virginia Mendes.
Para emitir a credencial de estacionamento de forma online, acesse o endereço https://credencialdoautista.detran.mt.gov.br/. Nesse caso, não é necessário reapresentar documentos já fornecidos para a emissão da Carteira de Identificação do Autista.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.