MATO GROSSO

Professores destaque da 5ª edição do Alfabetiza MT conhecem práticas de referência no Ceará

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Treze professoras da rede pública de Mato Grosso embarcaram, na manhã desta segunda-feira (15.6), para uma viagem técnica e cultural de três dias ao Ceará. O grupo, formado por representantes dos 13 polos regionais de educação, participa de uma agenda de intercâmbio pedagógico promovida pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), no âmbito das ações do Programa Alfabetiza MT.

A partida ocorreu no Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande. Durante a programação, as educadoras visitarão Fortaleza e Itapipoca para conhecer experiências desenvolvidas na política de alfabetização cearense, acompanhar atividades em unidades escolares e trocar conhecimentos com profissionais da área.

A viagem integra as ações de formação e de troca de experiências promovidas pelo Programa Alfabetiza MT. A iniciativa busca aproximar os profissionais de práticas que contribuam para o planejamento pedagógico e possam ser adaptadas às diferentes realidades dos municípios mato-grossenses, fortalecendo as ações voltadas à alfabetização.

A secretária adjunta de Regime de Colaboração, Adriana Tomasoni, acompanhou o embarque e destacou que a viagem já integra as ações do programa.

“Estamos na quinta edição deste percurso com nossos professores. A proposta é fortalecer cada vez mais o processo de alfabetização. Algumas estão viajando pela primeira vez para conhecer uma realidade diferente da nossa e voltar com experiências que possam contribuir para a educação pública de Mato Grosso”, afirmou.

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A agenda inclui visita à sede da Associação Bem Comum, em Fortaleza, onde o grupo participará de reuniões, apresentações técnicas e momentos de diálogo com equipes envolvidas em políticas públicas de alfabetização.

Em Itapipoca, eles conhecerão as escolas da rede municipal e acompanharão as atividades pedagógicas. As visitas permitirão observar metodologias de leitura e escrita, formas de acompanhamento da aprendizagem e estratégias adotadas pelas equipes escolares nos primeiros anos do Ensino Fundamental.

Coordenadora Regional do Programa Alfabetiza MT na Diretoria Regional de Educação do polo de Tangará da Serra, a professora Cátia da Mota Mendonça participa da viagem pela segunda vez. Para ela, a experiência representa uma importante oportunidade de aperfeiçoamento profissional e de troca de experiências.

“Embora seja a minha segunda viagem, a expectativa continua grande. É uma experiência muito importante, porque sabemos que momentos como este ampliam nossos conhecimentos e fortalecem o trabalho desenvolvido em prol da alfabetização das crianças”, disse.

Para outras integrantes do grupo, o embarque também marcou a realização de uma experiência pessoal. A professora Maria Giovana, de Barra do Bugres, viajou de avião pela primeira vez.

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“Quero aprender muito durante essa visita técnica. Participar do programa tem sido muito bom porque, ao mesmo tempo em que buscamos conhecimento, também compartilhamos o que fazemos. Estou emocionada e grata. É a primeira vez que viajo de avião e ainda não consigo explicar tudo o que estou vivendo graças à educação pública”, contou.

Segundo a Seduc, o intercâmbio possibilita que as práticas observadas no Ceará sejam analisadas pelos profissionais e, posteriormente, compartilhadas com as redes municipais e estaduais. A ação também fortalece o regime de colaboração, modelo no qual o Estado e municípios atuam conjuntamente para melhorar os resultados de alfabetização.

O Programa Alfabetiza MT é estruturado em oito componentes e 26 macroações voltadas à garantia da alfabetização das crianças até o 2º ano do Ensino Fundamental, fortalecendo o regime de colaboração entre Estado e municípios e promovendo ações de apoio técnico e pedagógico às redes de ensino.

Fonte: Governo MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

Mutirão Pai Presente começa em Mato Grosso com atendimento gratuito à população

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Durante 60 anos, a filha carregou uma ausência em sua certidão de nascimento, embora nunca tivesse faltado amor. O pai, com cerca de 90 anos, sempre esteve presente em sua vida, ajudou a criar a filha e nunca negou a paternidade. Faltava apenas oficializar esse vínculo. O reconhecimento aconteceu em uma audiência no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Cuiabá. A história, compartilhada pelo juiz coordenador do Cejusc de Cuiabá, Luís Aparecido Bortolussi Júnior, demonstrou a importância do Mutirão Pai Presente 2026, que começou nesta segunda-feira (03) em todo o estado e que foi aberta oficialmente no Fórum da Capital.Seis pessoas, três homens e três mulheres, trajam roupas sociais e posam lado a lado sobre tapete vermelho. Ao fundo, estátua da Justiça e banner do projeto Pai Presente.
A ação segue até sexta-feira (7), oferecendo gratuitamente reconhecimento voluntário de paternidade, orientação jurídica e encaminhamento para exame de DNA, quando necessário, em todas as comarcas de Mato Grosso. O objetivo é garantir o direito à identidade, fortalecer os vínculos familiares e facilitar o acesso da população ao reconhecimento da filiação.
Mulher de cabelos escuros longos usa blusa rosa claro com babados e colar dourado, fala ao microfone. Ao fundo, bandeiras do Brasil e de Mato Grosso.Representando o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira, a juíza auxiliar da Presidência e secretária-geral do TJMT, Anna Paula Gomes de Freitas destacou que o programa vai além da regularização documental. “Cada certidão emitida e cada reconhecimento realizado durante esse mutirão representam muito mais do que um ato jurídico. Representam dignidade, cidadania e esperança. Significam dizer a uma criança, a um adolescente ou mesmo a um adulto: a sua história importa e os seus direitos são reconhecidos”, afirmou.
O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote foi representado pelo juiz auxiliar daHomem de cabelos escuros e barba, veste terno preto, camisa listrada e gravata preta, fala ao microfone. Ao fundo, bandeiras de Mato Grosso e do Brasil. Corregedoria, João Filho de Almeida Portela, que ressaltou que a iniciativa reafirma o compromisso do Judiciário com uma Justiça mais próxima da população. “O Projeto Pai Presente nasceu para garantir a efetividade de um direito fundamental que muitas vezes é ignorado: o direito à identidade e à filiação. O Poder Judiciário demonstra, mais uma vez, que sua missão vai além da solução de conflitos, promovendo cidadania e inclusão”.
Mulher de cabelos escuros ondulados veste blazer branco e colar prateado, fala ao microfone. Ao fundo, bandeira de Mato Grosso em destaque.A diretora do Fórum de Cuiabá, juíza Hanae Yamamura de Oliveira lembrou que a campanha intensifica um serviço oferecido permanentemente pelo Judiciário. “Mais do que ser reconhecido como um ser humano, é ser reconhecido em sua identidade. Saber a sua origem, conhecer o nome dos seus pais e sua história fazem parte da dignidade da pessoa humana. Esta semana serve para lembrar à população que esse direito está ao alcance de todos”, comentou.
A defensora pública Elianeth Nazário enfatizou o impacto emocional que o reconhecimento da paternidade representa. “O adulto que não tem o nome do pai no registro carrega durante toda a vida um vazio existencial. É a falta de pertencimento, de saber sua origem. Quando as instituições trabalham juntas, garantem cidadania, mas também acolhimento e esperança”.Mulher de cabelos castanhos usa blazer bege sobre blusa preta de poás brancos, fala ao microfone em púlpito de acrílico. Ao fundo, bandeira de Mato Grosso.

Cidadania que transforma vidas

Homem de cabelos grisalhos veste blazer escuro sobre camiseta branca, fala ao microfone. Ao fundo, ambiente escuro com bandeira de Mato Grosso.Ao relembrar a história da mulher de 60 anos que finalmente teve o nome do pai incluído em sua certidão de nascimento, o juiz Luís Aparecido Bortolussi Júnior explicou que o reconhecimento da paternidade ultrapassa qualquer questão burocrática. “Ela disse que o pai sempre foi presente, mas sua maior mágoa era não ter o nome dele na certidão e nem o sobrenome. Quando fizemos o reconhecimento, todos se emocionaram. Isso não tem preço. Isso é cidadania”.
Segundo o magistrado, o mutirão reúne uma equipe ampliada para atender a população e realizar conciliações sempre que possível. Quando há consenso entre as partes, o reconhecimento pode ser homologado imediatamente, sem necessidade de exame de DNA.
A expectativa é realizar mais de 60 audiências durante a semana. Nos casos em que o exame genético é necessário, todo o procedimento é custeado pelo Judiciário, inclusive exames mais complexos, como os realizados quando o suposto pai já faleceu.
Atendimento gratuito

O atendimento do Mutirão Pai Presente segue até sexta-feira (7). Para participar, basta apresentar RG e CPF do pai, da mãe e do filho, certidão de nascimento da criança ou do interessado e comprovante de residência.
Mesmo após o encerramento do mutirão, os Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs) continuam oferecendo, durante todo o ano, serviços de reconhecimento voluntário de paternidade, investigação de paternidade com exame de DNA e reconhecimento de paternidade socioafetiva. Pela via consensual, os procedimentos são mais rápidos, econômicos e permitem que as próprias partes construam a solução mais adequada para cada caso.

Autor: Roberta Penha

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Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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