O programa de Melhoramento Genético e Manejo de Rebanho Leiteiro realizado pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) será tema de uma palestra dentro da programação do 3º Torneio Leiteiro de Bom Jesus do Araguaia. O evento integra as atividades da AgroBomja 2025, que ocorre entre esta quinta-feira e domingo (25 e 28.9) no município.
O médico-veterinário da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), Eduardo Silva Dantas, ministrará, neste sábado (27.9), às 8h, a palestra “Melhoramento Genético e Manejo do Rebanho Leiteiro com foco na produtividade e qualidade do leite”.
Com uma abordagem técnica e prática, Eduardo Dantas vai apresentar as estratégias adotadas pelo Governo de Mato Grosso para ampliar o acesso dos pequenos produtores à genética de ponta e às técnicas de manejo que contribuem diretamente para o aumento da produtividade e da qualidade do leite produzido.
Investimentos expressivos e resultados concretos
Desde 2020, o programa de melhoramento genético da Seaf já investiu R$ 7,2 milhões, beneficiando 1.080 produtores em 32 municípios, com um total de 4.126 prenhezes confirmadas. Agora, o programa entra em sua quarta fase, com mais R$ 6 milhões garantidos para a expansão do atendimento — a licitação já foi concluída.
Em Bom Jesus do Araguaia, os investimentos somam R$ 684.568,00, distribuídos em três etapas que totalizaram 326 prenhezes. A ação tem fortalecido a cadeia produtiva do leite na região, que é considerada um importante polo de captação e referência em organização da agricultura familiar.
A força da cooperativa local
A Cooperbonja (Cooperativa de Produtores Rurais de Bom Jesus do Araguaia) é uma das principais parceiras do programa e reúne cerca de 500 cooperados, número que corresponde aproximadamente ao total de propriedades atendidas na região. A cooperativa também integra produtores de Serra Nova Dourada, Ribeirão Cascalheira e Novo Santo Antônio.
Segundo o presidente da Cooperbonja, Valdemir Rodrigues, o investimento em genética bovina e manejo representa um divisor de águas. “Os pequenos produtores, que antes não conseguiam acesso a esse tipo de tecnologia por conta dos altos custos, agora podem contar com essa força do Governo por meio da Seaf. Esta ação foi um divisor de águas para os produtores de leite da região”.
O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.
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