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Projetos sociais do Corpo de Bombeiros Militar registram mais de 177 mil atendimentos

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O Programa Educacional e Social do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (ProesBom) já alcançou 17.900 alunos e contabiliza mais de 177 mil atendimentos desde 2006. O programa reúne iniciativas voltadas à cidadania, educação, esporte, arte e meio ambiente, com foco na formação humana e no desenvolvimento social de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.

O balanço dos atendimentos foi apresentado aos vereadores da Capital, durante sessão nesta terça-feira (21.10) na Câmara Municipal de Cuiabá. Além dos vereadores, participaram representantes da corporação.

Durante a apresentação, a tenente-coronel BM Poliana Simões destacou a importância das parcerias para o fortalecimento das ações sociais. Atualmente, o programa conta com quatro projetos consolidados, sendo: Bombeiros do Futuro, Karabom, Musicalizar e Bombeiros na Escola, que atuam em áreas distintas, mas com o mesmo propósito: formar cidadãos conscientes e aproximar a corporação da comunidade.

“Os projetos sociais não se fazem sozinhos. Para trabalharmos, precisamos estreitar as parcerias e, por isso, nosso comandante-geral tem reforçado a importância de estarmos presentes para dialogar sobre como podemos fortalecê-las e levar essas ações adiante. O que queremos é que essas crianças evoluam, se desenvolvam e sigam o caminho do bem na construção de um país cada vez melhor”, afirmou.

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Entre os projetos desenvolvidos, o Bombeiros do Futuro, criado em 2006, já beneficiou cerca de 1.500 crianças e soma mais de 21 mil atendimentos, difundindo valores como disciplina, respeito e cidadania. O Karabom, iniciado em 2022, utiliza o karatê como ferramenta educativa e já impactou aproximadamente 300 jovens, incentivando o autocontrole e a convivência saudável.

Na área artística e educacional, o Musicalizar, implantado em 2019, ensina música a quase 1.000 crianças, promovendo sensibilidade, criatividade e trabalho em equipe. Já o Bombeiros na Escola leva palestras e atividades práticas a estudantes do ensino fundamental, abordando prevenção de acidentes, segurança e cidadania.

Reconhecimento e apoio

Os vereadores ressaltaram o impacto positivo das iniciativas e o papel transformador do Corpo de Bombeiros em todo o Estado. A presidente da Câmara de Cuiabá, a vereadora Paula Calil, destacou o alcance do programa e o impacto positivo das ações sociais da corporação.

“O CBMMT atende hoje em nível estadual, com 21 mil crianças, não apenas números, mas vidas que vocês estão ajudando a transformar. Parabéns pelo trabalho e pela dedicação de todos”, ressaltou.

Novos projetos e expansão

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Ainda durante a sessão, foram anunciadas novas ações que estão sendo implantadas para ampliar o alcance do programa. Entre elas estão os projetos Florestinha, Bom de Nado, Judôbom, Bom-jitsu, Bomballet e Cão Amigo, iniciativas que unem educação ambiental, esporte, cultura e bem-estar social.

“O ProesBom é uma ferramenta que reforça nosso compromisso com a comunidade. Por meio da educação, do esporte e da arte, conseguimos alcançar crianças e jovens, formando cidadãos mais conscientes e solidários”, destacou o assessor de Articulação e Integração Comunitária do CBMMT, BM José de Barros Filho.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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