O Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) prendeu dois homens, de 26 e 27 anos, por uso e tráfico ilícito de drogas, nesta quinta-feira (27.2), em Cuiabá.
Com a dupla, a Rotam apreendeu porções grandes de substância análoga a maconha e a quantia de R$ 2,1 mil em dinheiro, proveniente da venda das drogas.
Os policiais estavam em patrulhamento pela região central de Cuiabá quando viram a dupla, em uma motocicleta, em atitude suspeita. O garupa gesticulava com o piloto e tentava se esconder das viaturas. Diante da situação, os militares fizeram abordagem do veículo e dos ocupantes.
Com o homem que estava na garupa, os policiais localizaram algumas porções de maconha. Já o condutor da motocicleta foi devidamente comprovado como piloto de corridas por aplicativo e foi liberado pela equipe.
O suspeito detido revelou aos militares que havia adquirido as drogas com um homem, morador no bairro Canjica, e que estava a caminho do local para pegar mais entorpecentes. De acordo com ele, esse segundo suspeito fazia a venda das drogas em um veículo Corolla branco.
Os policiais se deslocaram até o endereço e confirmaram as informações relatadas. O suspeito foi encontrado na frente da casa e tentou fugir ao ver a equipe da Rotam. Os militares fizeram cerco e conseguiram deter o homem, que tentou resistir à abordagem.
Com o suspeito, a equipe localizou mais duas porções grandes de maconha e a quantia de R$ 2.140,00 em dinheiro, além de materiais utilizados para o tráfico de drogas.
Os dois homens receberam voz de prisão e foram conduzidos até a Central de Flagrantes de Cuiabá para registro da ocorrência. Os suspeitos foram identificados com outras passagens policiais pelo mesmo crime.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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