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Seaf entrega R$ 2 milhões em máquinas e veículos para produtores de 13 municípios de MT

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A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) entregou, nesta sexta-feira (29.8), cerca de R$ 2 milhões em máquinas, veículos e equipamentos para fortalecer a agricultura familiar em 13 municípios do Estado.

Com recursos de emenda parlamentar, foram entregues sete veículos pick-up (Hilux e Saveiro), seis carretas agrícolas basculantes de 6 toneladas, seis tratores cabinados de 80 cv, cinco microtratores a diesel, cinco pulverizadores, uma colhedora de forragem de área total, uma plantadora de mandioca de duas linhas e uma grade aradora de 16 discos.

As entregas abrangem os municípios de Acorizal, Marcelândia, Rio Branco, Barão de Melgaço, Brasnorte, Vila Rica, São José do Xingu, Diamantino, São José do Povo, Nova Ubiratã, Cuiabá, Serra Nova Dourada e Sinop.

A secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andréia Fujioka, destacou que a mecanização é um dos principais instrumentos para garantir o futuro da agricultura familiar no Estado e estimular a permanência dos jovens no campo.

“O governo trabalha para que todos tenham acesso a equipamentos, investimentos e créditos. Com máquinas, sementes e mudas, reduzimos o êxodo rural e mostramos que há futuro para o jovem no campo. O desenvolvimento da agricultura familiar é a chave para reduzir desigualdades e garantir qualidade de vida às famílias mato-grossenses”, pontuou.

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Autora da emenda, a ex-deputada federal e diretora da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Rosa Neide, apontou que a entrega dos veículos e equipamentos representa uma transformação na vida do pequeno produtor. “Um trator entregue a quem planta e cuida da terra faz toda a diferença. O trabalho dessas comunidades é o que pode tirar o Brasil do mapa da fome”, avaliou.

Uma das máquinas, um trator, foi entregue à Terra Indígena (TI) Erikpatsa, em Brasnorte. Para Neiriane Taerik, primeira presidente mulher da Associação Indígena da Aldeia Barranco Vermelho (ASIBV), o equipamento recebido vai ajudar na produção de alimentos e também na venda do excedente. O território conta com cerca de 3 mil indígenas.

“Agora poderemos fortalecer a agricultura familiar de cada comunidade, produzindo cará, batata, milho e melancia, tanto para nosso consumo quanto para a venda do excedente”, frisou.

O prefeito de São José do Povo, Ivanildo Vilela da Silva, conhecido como Júnior da Saúde, também destacou que os veículos vão ajudar 700 propriedades ligadas à agricultura familiar, principalmente no setor leiteiro, no município. “O carro vai auxiliar no transporte de combustível, alimentação e no suporte às equipes. Esse tipo de investimento fortalece quem produz”, disse.

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O prefeito de São José do Povo, Ivanildo Vilela da Silva, conhecido como Júnior da Saúde, também frisou o impacto da ação. “O carro vai auxiliar no transporte de combustível, alimentação e no suporte às equipes”. O município conta com pelo menos 700 propriedades ligadas à agricultura familiar, principalmente no setor leiteiro. “Esse tipo de investimento fortalece quem produz e ajuda a manter o jovem no campo”, avaliou.

Em Campinápolis, na Terra Indígena Parabubure, o vereador Pedro Paulo Sereparã, do povo Xavante, ressaltou que as máquinas vão ajudar nove mil indígenas na região. “Esses equipamentos vão nos permitir aumentar a produção e ampliar as vendas. Receber uma carreta e uma grade significa garantir comida e também aumentar a renda do nosso povo. É um passo para a nova geração”, concluiu.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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